PORTO
E sinto no teu porto
Um raro ancoradouro
Amor onde me douro
E sei que sigo absorto
Vagando insensatez
E nesta fantasia
O tanto que se cria
Já nada mais desfez,
Cerzir com meu cinzel
No mármol mais sublime
O quanto já se estime
E trame em nós o céu,
Um véu alabastrino
Aonde eu me ilumino.
MARCOS LOURES
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