sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

AMOR GENTIL



AMOR GENTIL

Jugada entre las rocas, mi barcaza,
Ahora destrozada no traduce
Siquiera el que pensé, sublime luce,
Desfilo de mi sueño esa carcaza.

Y cuando en desafío, vida traza
Pretensa solución que al fin conduce
En cuánto en negación se reproduce
Haciendo de ilusiones, presa, caza.

Robando de mis vuelos, viejas alas,
Percibes mis engaños  cuando calas,
Mi mondo traicionero, buitre vil,

El medo en la verdad nada garante,
Perdida y sin saber en cual instante
Tuviese ciertamente, amor gentil…

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

ALZAR LA INMENSIDAD



ALZAR LA INMENSIDAD


Pudiera en un instante sin temblores,
Alzar la inmensidad de un nuevo verso,
Y mismo cuando vea es universo
Iridiscente en luces, mil colores,

Matices que me tracen los albores,
Adonde fuera otrora, más disperso,
Enfrento en calmaría eso perverso
Sentido mismo cuando allá tú fueres.

Residuos de otros tantos desengaños,
Y pasan por mis dedos meses, años,
Soliloquiando,  busco en mí,

Una diversidad que me permita,
Trazar en nuevos pasos la bendita
Suerte que jamás, reconocí…

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

NOVA TEIA

NOVA TEIA 

 

 

Querida por quem sabe e reconhece
O quanto me dedico, mesmo quando
O amor em outra face transmudando
Aos meus desejos foge e até me esquece,

E quando nova teia em paz se tece
Anseio este momento audaz ou brando
E visto esta ilusão já me entregando
Delírio feito em glória, gozo e prece.

Assim passando os dias olho à frente
E mesmo quando só e descontente
Uma esperança é minha companheira

Não deixo que este medo me domine
Ao grande amor minha alma se define
A serva mais leal e verdadeira.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

ANDRÓGINA FIGURA

Andrógina figura

Andrógina figura, bela fêmea
Desnuda-se deveras em meus sonhos,
E sinto estes prazeres mais risonhos
Numa alma que se mostre quase gêmea.

E sem saber sequer quem inda teme-a
Momentos solitários enfadonhos,
E tantos pesadelos vãos, medonhos
Sem ter aonde e como em luz algeme-a

Bebendo dos prazeres que me dá
Delito cometido em tom voraz,
E quando neste espelho satisfaz

Embriagada e lúbrica sei já
O quanto é necessário ser feliz,
Não importando ator, ou mesmo atriz.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

FOGOSA

FOGOSA

Fogosa, eu te procuro a noite inteira
Numa ânsia desejosa e tão audaz,
O amor quando em delírios já se faz
Entrego-me mulher e companheira,

Por mais que tanto amor inda se queira
A vida sem prazer não satisfaz
Contigo encontro o gozo feito em paz,
Paixão que me arrebata, a derradeira.

Assim corpos unidos e sedentos,
Expostos aos mais fortes, raros ventos
Ferozes caminhares, madrugadas

Loucuras; compartilho e sendo tua
A pele em transparência, seminua
Umedecidas sendas desvendadas.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

TERRÍVEL SOLIDÃO

TERRÍVEL SOLIDÃO

Afundo-me em terrível solidão
E bebo destas águas poluídas
Quisera em minhas mãos ser como Midas
E ter tanto poder, transformação,

Mas sei que novos dias mostrarão
Aonde se perderam nossas vidas
E todas as imagens destruídas
Ao fogo insustentável da paixão

Serão incineradas, com certeza,
O tempo passa e como correnteza
As pedras ficarão pelo caminho,

Jamais imaginara um fim tão triste,
Mas alma sem remédio ainda insiste
E em sonhos mais felizes eu me aninho.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

ENSANDECIDA

ENSANDECIDA

Gritando inutilmente pelas ruas
Ensandecida busco uma notícia
A solidão se dando em tal sevícia,
Distante dos meus braços continuas

E quando em outras bocas tu flutuas
A morte sem carinho e sem carícia,
A vida sem ter nada que inda vice-a
Espalha sofrimento e nega as luas

Que tanto seduziram nosso sonho,
E quando no passado, saudosa eu ponho
Momentos que jamais esqueceria,

Percebo quanto a vida fora fútil
E sendo sem amor, tão vã e inútil
A luz do amanhecer será sombria.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

ESQUEÇO OS MEUS PROBLEMAS

ESQUEÇO OS MEUS PROBLEMAS

Esqueço dos problemas mais vulgares
Nos braços do meu homem, mensageiro
De um Deus maravilhoso e verdadeiro,
Prazer que tanto bebo em tais altares,

E se, num novo encanto tu notares
O quanto meu amor se faz inteiro
Sabendo ser amante e companheiro
Deixando para trás noites e bares.

Avançamos deveras nossas sendas
Descobres os desejos, sedas, rendas
Vagando por meu corpo sem fronteiras

E sabes muito bem me incendiar
E quando o gozo intenso eu derramar,
Nas fartas convulsões já corriqueiras.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

UM PORTO AMENO

UM PORTO AMENO...

Tremia junto a ti, noite terrível
Desprotegida em meio aos temporais,
Buscando um porto ameno, um manso cais
O mundo em derrocada, um ar temível,

Pensara neste amor quase invencível
E agora que percebo estes venais
Momentos entre trevas, vendavais,
Percebo quão a vida é vã, falível.

Pudesse ter ainda uma esperança
Que ao me trouxesse temperança
E luz após enorme tempestade,

Mas vejo, solitária o fim de tudo,
Se quando estou contigo eu não desgrudo,
O medo do que vem, funesto, invade.

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

UNA VANA ESPERANZA



UNA VANA ESPERANZA


En locos caminares desvendase
Momentos más dispersos entre tantos,
Supiera de los rudos desencantos,
La vida cambiase a cada impase.

Juntando el casi nada; que restase,
Yo pude concebir toscos quebrantos,
Resplandecientemente en tristes cantos
Tan solo algún engaño; se mostrase.

Clavadas; dentro en alma; soledades,
Y cuando me reniegas, o te evades,
El viento en calmaría se enfurece,

Del todo; solamente una expresión,
Que venga redimir el corazón,
Una esperanza vana – amor- profese…

RITA DE CASSIA TIRADENTES REIS

WARM SCENT



Warm scent

Warm perfume invading
The house to enter by the window
Presence of whom I love already reveals
Making my day so much more beautiful,
And when I realize deluding myself
I see the longing opening the candle
Destination as diverse life saddle
Discovering the empty gates.
Previously there was hope
In definite forms, but dance
That had promised so much
Now turns into disappointment
The dances of the future will not see
The brightness reappearing in my life

MARCOS LOURES

OTRO DESIERTO



OTRO DESIERTO

Presumes esperanza cuando piensas
En días más tranquilo, pero en vano,
Y cuando se percebe el deshumano
Camino sin saber de recompensas,

Tan solo la palabra maltratando
A quien ya deseaba mucho allá,
El mundo en otro instante negará,
Lo encanto cuando quiero claro y blando.

Restando mucho poco, mismo nada,
La suerte sin sentido, sin timón,
La brújula traduce perdición
Mi barca, desde ahora, naufragada.

Adonde se desea una alegría,
De cierto otro desierto en fin se vía…

MARCOS LOURES