domingo, 5 de outubro de 2014

MARISA HELENA OU HELOISA SILVA



MARINA HELENA OU HELOÍSA SILVA

É triste constatar nessa eleição o abortamento da carreira política de mais uma pessoa teoricamente bem intencionada, mas que por despreparo ou falta de orientação joga fora um passado íntegro e um futuro que poderia ser brilhante.
Quando Marina Silva se deixou levar pelos interesses de grupos financeiros e extremistas religiosos teve a capacidade de se mostrar totalmente incapaz não somente de governar um país como também o próprio cérebro.
Ao se aliar em ataques contra o PT ( não discordo de que também me decepcionou moralmente ), aos grupos americanófilos e à mídia pútrida e, graças à fragilidade das leis, impune e sustentada por grupamentos entreguistas, se tornou uma espécie de boneco de ventríloquo do neoliberalismo brasileiro, atacando o próprio Chico Mendes que a projetou mundo afora.
Da respeitada ambientalista restou a anencéfala repetidora de jargões envelhecidos e de uma retórica ultrapassada e vergonhosa.
O pior é que ao afundar-se na lama quase arrasta o PSB DE MIGUEL ARRAES junto consigo, já traçando o aborto do “Rede” cooptando com as Redes Radicais “evangélicas” e com a Rede “FILHOTE DA DITADURA” Globo, além dos banqueiros cujas dívidas imensas e não pagas com o fisco mostram a verdadeira face da “loba” ou boba?
Depois do PT, PV, PSB quiçá Marina SILVA tenha abrigo no DEM(o) e consiga, com muita sorte ser vereadora em Xapuri...
É LAMENTÁVEL E FRUSTRANTE ver Heloisa Helena tomando uma surra do Fernando Collor na luta pelo Senado.
Resta agora a Luciana Genro, que parece, se não “aguar” ser uma nova liderança já que Heloisa Marina Helena da Silva foi para o brejo...

CENÁRIO



 CENÁRIO

Acordo quando encontro este cenário
Aonde se mergulha o torpe sonho
E quando pra mim mesmo hoje componho
Meu canto nunca foi tão necessário,

Mortalha se aproxima e meu fadário
A cada amanhecer, tosco eu proponho
E tanto poderia ser risonho,
Mas sei ser totalmente temerário,

Embora a podridão restrinja aos pés
Minha alma não conhece, pois galés
E sendo libertária segue em frente,

Até que esta mortalha então me vista
Futuro desolado e pessimista
Apenas o vazio uma alma sente.


MARCOS LOURES

OCASOS



OCASOS


Ocasos costumeiros de quem sonha
Devaneios apenas nada mais,
E tanto poderia mais banais,
Mas quando a cena exposta é mais medonha,

Riscado do papel qualquer figura
Que ainda possa dar forma ao que canto
E tanto se mostrasse em medo e espanto
Diverso do que em mim, tolo, perdura,

Acenos do futuro se perdendo,
Negando cada passo rumo ao que?
O todo se desfaz, uma alma vê
Apenas no vazio o dividendo,

Herdeiro deste nada; o mesmo deixo,
Por vezes eu reluto, e inútil, queixo...

MARCOS LOURES

PECADO



PECADO


Pecado é ser o não enquanto pude
Viver felicidade. Relativa...
Uma alma tão somente sobreviva
Ausente desde quando a juventude,

Não quero nem mudando de atitude
O quanto a minha sorte mesmo priva,
A morte se mostrando a alternativa
Por mais que isto pareça amargo ou rude.

Espero este cenário mais diverso
E tento com a fúria do meu verso
Embora saiba bem o quanto eu valho,

Não pude descrever outra versão
O mundo não encontra a solução
E a solidão me leva em torpe atalho...

MARCOS LOURES

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

ACUADO



ACUADO

Acuado por tantas heresias
Performances diversas morte e vida
E quando este caminho se decida
Deixando no passado as fantasias

Mergulho neste vão e nele guias
Sabendo que não há sequer saída
Apenas preparando a despedida,
As horas que inda restam são sombrias.

Neófito nas ânsias mais audazes
E quando a solução deveras trazes
Não tendo uma outra opção sigo sozinho,

Mas sei que tudo molda este cenário
No quanto o meu morrer é necessário
E quando do vazio eu me avizinho.

MARCOS LOURES

MEU VERSO



MEU VERSO

Servindo a quem se mostre mais cruel
Meu verso não produz qualquer efeito
E quando me amortalho e insone deito
Vagando o pensamento sempre ao léu

Acordos do passado em vil papel
Arcando com os erros, tosco pleito
E tanto poderia estar aceito
Aonde a virulência dita o fel,

Apenas o que resta ao sonhador
A cada novo instante decompor
O quanto inda restara em viva voz,

E sendo a realidade sempre assim,
O sonho determina agora o fim
E sei o quanto a morte é mais veloz...

MARCOS LOURES