Acolhes com teu corpo o meu cansaço,
Descanso nos teus braços, sou feliz,
Entrego-me ao delírio do regaço,
Vivendo o grande amor que sempre quis.
Conheço cada parte, traço a traço,
Decifro os teus segredos mais sutis,
Assim ao apertar o estreito laço,
Enfrento os temporais e seus ardis.
Não deixo de querer esta querência,
Que possa me trazer total demência,
Mas vale quanto preza uma alegria.
No bem de amar demais, além do mais,
Aprendo com os nossos rituais
A crer ser realidade a fantasia...
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