BEBENDO DESTE SONHO
Nasci sem provisão e morro de tal forma
Ainda quando a vida em vão já me reforma
Eu bebo deste sonho e nada poderia
Viver sem mais sentido a noite sendo fria
Encontro em anarquia o quanto fora norma
E tento acreditar no pouco onde deforma
A luta sem proveito e quando em poesia
Esbarro sem sentido e nada mais teria,
Ainda quando resta esta alma sem juízo
Acumulando ao fim um novo prejuízo
Sem tanto quanto vale o mundo sem caminho,
Um pássaro buscando em vão seu velho ninho
Aprendendo a voar em plena liberdade
Deixando para trás o campo e a cidade.
MARCOS LOURES
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