FOME DE VIVER
No pranto derramado cedo e tanto
Na fome de viver cada segundo.
Em volta desse lume sem encanto
Mergulho no oceano mais profundo.
Procuro por mim mesmo e nada vejo
Senão os restos tristes do que fui.
Vencido pelas horas, meu desejo,
Castelos assombrados, tudo rui.
Na corda arrebentada, fui feliz,
Na boca dessa noite, na verdade,
Brotando tanto sangue em chafariz
Caminho procurando o fim da tarde.
Vestido com os guizos do palhaço,
A noite vai vencendo o meu cansaço!
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