quinta-feira, 29 de março de 2012

MASSAS

MASSAS

Amassarias massas fazes pão.
As velhas massarias manipulam...
As fontes que fornalhas seu fogão,
As pontes que atravessas, estipulam...

As massas que, sofridas, vão ao chão,
Nas dores que conferes já pululam...
As portas que fechastes sem perdão,
Nas perdas que carpiram não ovulam...

Os termos que confesso são perdidos,
Os álibis que tive, distorcidos...
As massas que seguiram multidão;

Os mártires já foram esquecidos...
As massas procurando ouvindo o não,
Distante das maçãs; sem vinho ou pão.

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