sexta-feira, 20 de abril de 2012

MINHA EMBRIAGUEZ

MINHA EMBRIAGUEZ

Não quero embriaguez de uma aguardente
Com toda toxidade que transtorna,
Nem quero mais andar como um demente
Sem rumo que, vazio, não retorna.

Não quero este mistério tão difuso
Que faz com que eu não saiba discernir,
Deixando-me deveras tão confuso
Que não tenha sequer como seguir.

Na sensação feroz da solidão,
Andei por tantos bares sem destino.
Agora quero ter esta emoção
De ser bem mais que um louco em desatino.

Procuro em meu caminho e o que se vê?
Eu quero inebriar-me de você!

MARCOS LOURES

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