Anseios
Qual déspota que toma meus anseios
E traça com veneno cada engano,
Enquanto no final sempre me dano
A vida se espalhando sem receios,
Os medos entranhando velhos veios
E o caos entremeando o rude plano
No quanto sem temor algum explano
Procuro para a fuga novos meios,
E sonho com engodos e falácias
As tramas expressando tais audácias
Restando o que resvala ao ser além
Da morte sem sentido e sem proveito,
O todo se mostrando contrafeito,
E aceito na verdade o ser ninguém.
Loures
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