Espelhos...
Trazendo dentro da alma a podre face
De quem já desgastado pela vida
Não tendo nem sequer qualquer saída
Nem mesmo onde pudesse ou ancorasse,
Havendo na verdade o mesmo impasse,
A luta noutra fase resumida,
A morte se apresenta consumida
A cada novo engodo que moldasse.
Errando muitas vezes, nada quis,
Tampouco conseguira ser feliz
E atordoadamente me perdesse
Do pouco quando resta ou me devora
O todo sendo o mesmo desde outrora,
Enquanto velho sonho se esquecesse...
Loures
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