No corte mais profundo do punhal
A farsa determina o fim da festa
A vida degenera e o que me resta
Expressa o meu momento mais banal,
Vivendo o quanto pude em magistral
Cenário que se faça além da fresta
O todo quantas vezes já se empresta
E marca outro cenário desigual,
As rotas entrelaçam nossas vidas,
Há tanto sem sentido e já perdidas
Vencidas pelos erros contumazes,
De fato o que retrato e não resgato
Moldasse no final o velho trato
Que tanto quanto possas tu me trazes.
Loures
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