Noite escusa.
Estrídulos; diversos, noite escusa,
E o tempo se desenha sem sentido
Prossigo enquanto possa em presumido
Cenário aonde a sorte em vão se acusa,
O prazo se derrama e quando abusa
Eclode no que possa e se me olvido
Encontro o quanto houvera presumido
A luta se emaranha mais confusa,
O sol se desenhando em céu imenso,
E quando no vazio a vida vença
A sorte desastrosa do que impera
O corte se aprofunda e sem descanso
Apenas o que possa agora alcanço
E a senda se mostrara mais austera...
Loures
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