SEM MEDO
Não trago mais crisântemos nem rosas,
Sequer as violetas que sonhara,
A vida de tal forma desampara
E mostra as garras firmes, venenosas,
As sortes entrelaçam quais ventosas
E a luta pouco a pouco desprepara
Quem tanto noutro intento anunciara
As mortes mesmo quando caprichosas,
Não quero e nem pudera ser diverso
E quando no vazio agora verso
Imerso no que resta, ou quase nada,
Na porta arrebentada do que um dia
O tempo se mostrara em agonia
A luta se traçou desesperada...
Loures
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