Temerárias
Os olhos mesmo quando sensuais
Da deusa que se fez em tempestades
E nisto em cada passo ora degrades
Marcando dias tolos desiguais,
E quanto poderia sempre mais
Ousar na solidão enquanto agrades
As sombras mais ferozes e verdades
Encontro sem destino os vendavais,
E bebo cada gole do veneno
Que tanto quanto possa me apequeno
E brindo com meu sangue em gotas várias
As tramas e diversas noites vagas
E quando abrindo antigas, tantas chagas,
As sortes se desdenham temerárias...
Loures
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