Torturas
Torturas entre prantos e mentiras
Presumo o meu final e nada resta
Sequer a solidão audaz e honesta
A vida se desdenha em ledas tiras,
E quando pouco a pouco me retiras
O todo que pudesse já se empesta
A fonte imaginária feita em festa,
Marcando o que pudesse em vagas miras,
Ocasionando a queda a cada passo,
O tanto que se queira eu mesmo traço
E lasso caminheiro, o nada alcanço,
E quando o que se fez claro remanso
Expressa o que pudera em tom escasso,
Deveras sem certezas eu me canso...
Loures
Nenhum comentário:
Postar um comentário