ABANDONO
Ao ver uma criança abandonada
Nas ruas das metrópoles, faminta.
Imagem que devia ser mostrada
São cores tão reais que a vida pinta.
Ali, talvez encontre explicação,
Para essa violência que nos toma,
Amar é sempre multiplicação
Não é somente simples como a soma.
Nos braços da criança que se estendem
Pedindo, não futuro, mas presente;
Nos corpos das meninas que se vendem,
Percebo que amizade vai ausente...
No rosto da menina; sempre insisto,
A lágrima chagásica de Cristo...
MARCOS LOURES
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