Diamante de Tolo
Aos poucos percebendo a falsidade
Do diamante, o pobre sonhador,
Envolto nestas teias de um amor
Que o tempo a cada instante mais degrade,
O quanto se tentou felicidade,
O quanto se imagina e sem se opor
Sentido tal cenário decompor
Não resta nem sequer mais claridade,
Sem brilho, a pedra sinto esfacelada,
A sorte tantas vezes desejada
Esgota qualquer chance de esperança,
Da rara maravilha, nem a sombra,
Apenas o que vejo ora me assombra
E o encanto no vazio enfim se lança...
Marcos Loures
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