À plena claridade
Por vezes reneguei algum poder
A quem se fez tão simples quanto enorme
E quanto mais a vida nos transforme
Deveras mais em Ti eu passo a crer,
O tempo pouco a pouco esvaecer,
E sei o quanto sou rude e disforme
E o todo que puder um novo forme
Enquanto o velho sempre há de morrer.
Não quero outra paragem senão esta,
O sonho mais sublime em plena festa
É dolorosamente feito em luz,
A cruz já se perdeu faz tanto tempo,
Vencendo o quanto reste em contratempo
À plena claridade nos conduz.
Marcos Loures
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