domingo, 15 de abril de 2012

RASGANDO A CAPA DA SAUDADE

RASGANDO A CAPA DA SAUDADE

Rasgando a capa triste da saudade
Encontro tuas mãos tão receptivas;
Neste tablado imenso da verdade
As noites que vivemos, sempre vivas...

Nas grandes cordoalhas da paixão
Enveredei meus versos mais felizes,
Um déspota divino, o coração,
Impede que a saudade dê reprises.

Nesta epopéia imensa que é a vida,
Capítulos e tomos se perderam.
Somente neste epílogo, querida,
Nosso amor; as quimeras, já venceram...

Nas fúlgidas manhãs, o deus solar,
Nos toma e me permite levitar...

MARCOS LOURES

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