TUA SEIVA
Eu quero tua seiva, seringueira,
Forjar neste teu mel um novo ser,
Sorver-te inebriado, toda, inteira,
Rejubilar-me sempre em teu prazer.
Irromper as picadas nesta mata
Que me prepara a mina do tesouro,
Deitar-te delicado, uma inexata
Mistura tatuada em nosso couro.
Derramando teu látex com o meu
Em vias de sagrar a redenção,
Que faz nosso destino sem ter breu
E forma a maravilha em tentação...
Alastro minhas ramas, parasito,
Na simbiose eterna do infinito...
MARCOS LOURES
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