PAIXÕES
Paixões que me assolaram num tropel,
Fomentos de ilusões e fantasias,
Marcando meu passado por orgias,
Erguendo meu olhar ao negro céu.
Vestida de inclemência traz no véu,
O quanto imaginara e não querias,
Minha alma transformada num bordel,
Morrendo em solidão, nas noites frias...
Mas ergues, da amizade soberana,
Uma égide por certo, salvadora,
Enquanto a sorte vem e desengana,
A mão que me sustenta, redentora,
Além do que pensei vem e transforma,
Forjando do que fora, em nova forma...
MARCOS LOURES
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