IMPASSE
Nos erros que repito a cada instante
A farsa de uma vida que não veio,
O tempo se desdenha em tal receio
E o quanto se quisera se adiante,
Marcando com a fúria delirante
Do prazo sem temor em que ora alheio,
Vagasse sem saber sequer um meio
Que possa traduzir a dor constante,
No peso sobre as costas, sangue e lida,
A noite desdenhosa, em vã ferida,
Ferina madrugada se expressasse,
E o peso do que tenho não seria
O todo quanto deva em tez sombria
Gerando na verdade um vago impasse...
Loures
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