domingo, 15 de abril de 2012

NOSSAS TARDES

NOSSAS TARDES

Em nossas tardes febres e rompantes
Nos arvoredos viva primavera,
Da sílfide os desejos transbordantes
Vasculho diamantes. Quem me dera!

Esplendorosamente em cada toque,
Aos poucos vou bebendo desta fonte,
Antes que o céu de lumes já se troque
Teus olhos iluminam horizonte.

Eu quero a formosura tão gentil
Que trazes nos sorrisos envolventes,
Neste roçar divino e tão sutil
Felicidades vivem mais urgentes.

No céu em perolado desta lua,
A sílfide em meu colo bela e nua...

MARCOS LOURES

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