SOMBRAS DO PASSADO
Uma sombra exilada do passado
Perambula nos pátios desta casa.
Bravios, os meus medos; ‘stou calado,
O fogo da lembrança inda me abrasa.
O vento na janela me chamando,
Atendo e nada vejo; nada, nada...
Percebo que inda vivo te esperando;
Minha alma permanece ensimesmada.
Mas sinto que, talvez, o vento traga
Perfume desta rosa que murchou,
Do mar de uma esperança sinto a vaga
Que nas falésias frias, já quebrou.
Talvez das penedias, solidão,
Ressurja um novo dia de ilusão...
MARCOS LOURES
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