quinta-feira, 20 de outubro de 2011

DE TANTO QUE AMEI

DE TANTO QUE AMEI


Pedaços do que fui vão pelas ruas,
Jogados nas calçadas, nas cidades.
Vontades que em verdade foram tuas,
Apenas tão somente veleidades...

Mulheres e motéis, as deusas nuas,
Misturam fantasias; realidades,
Quem dera muitas luas, dez ou duas,
Esbaldariam vastas claridades...

Mas morro no silêncio das montanhas,
Enquanto perco o sonho, tu me ganhas,
E jogas logo fora, gargalhando...

O amor compartilhado; leda história,
Ao menos ter o gosto da vitória,
Vivendo sem ter jeito; me enganando...

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