Ardentes sóis enquanto a vida passa
Deixando dentro da alma tantas brumas
E sei do quanto possa e me acostumas
Vivendo do que seja esta fumaça
A rústica lembrança a farsa, a caça,
Os dias entre tantos quando esfumas
E bebo da expressão que não aprumas
Marcando com terror a sorte escassa,
Arcasse com ao menos um instante
E tudo se mostrara doravante
Diverso do que o verso dita e traz
A rude fantasia já puída
A sensação inerte desta vida
Que a luta sem destino deixa atrás...
Marcos Loures
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