As curvas do passado
A lividez exposta a cada instante
Negando o quanto fora uma esperança
E a vida no vazio enfim me lança
Imagem tão sutil e degradante,
E quanto mais o nada ora garante,
A morte se tornando esta fiança
Cobrada pelo quanto em tempo avança
Promete o já não ser mais doravante,
Ocaso que tomando as rédeas doma
O quanto poderia ser a soma
E ao fim se torna em nada, tatuado.
O pendular caminho se perdendo
O tanto quanto mostre ao ser horrendo
Expressa cada curva do passado...
Loures
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