Ainda quando a sorte me convença
Do quanto resta na alma e nada trago
Apenas a figura em vão afago
A luta se mostrando indiferença
No tanto que pudera e não se pensa
O verso sem sentido onde divago,
O marco que presume o quanto alago
Em lágrimas o mar escuso e imenso,
Ao menos enfronhara nos desertos
Em rumos tantas vezes mais despertos
Ou preso nas diversas sensações
Que ocasionando a queda a cada instante
Provoca a mesma imagem degradante
E toda a decadência que ora expões...
Marcos
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