Desalento
Nevasca que dominam alma e sonho,
As brumas escondendo o quanto em sol
Pudesse ainda ser qualquer farol,
Cenário se anuncia ora medonho,
E quando alguma luz inda proponho,
O vago toma conta do arrebol,
E sigo o quanto fora em raro escol
E vejo o resultado mais bisonho,
Das ledas esperanças o que resta
Apenas esta farsa desonesta
Funesta imagem tosca do que tento,
E levo meu caminho para o nada,
Depois de percorrer a madrugada
Bebendo o quanto houvera em desalento.
Loures
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