Navego contra o quanto pude e vejo
O sonho mais audaz e mais profano
O terminar da vida em ledo engano
Eclode no que tento noutro ensejo,
Apresentando o resto onde desejo
O marco mais terrível, leviano,
Ousasse acreditar no roto pano
Que marca a sensação que agora almejo
Esqueço a velha curva do caminho
E tento o quanto possa e me avizinho
Do fim mais doloroso que vier,
Não tento acreditar no meu anseio
Sequer imaginando ao quanto veio
O passo feito em vão, se assim puder....
Loures
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