Outras eras
Cindindo o quanto fora noutras eras
Momentos mais felizes, hoje mortos,
Os dias sem sentido, velhos portos,
As sendas sempre vis; já destemperas,
E o quanto noutro rumo degeneras,
Ousando em tais cenários velhos, tortos,
Fazendo de ilusões tolos desportos
Mantendo as emoções rudes e austeras,
Auroreasse a vida de tal forma
Que o tanto que deveras se deforma
Crisalidasse um sonho que não veio,
O preço de uma espúria sensação
Marcando os dias rudes que virão
Traçando o quanto houvera em devaneio...
Loures
Nenhum comentário:
Postar um comentário