quarta-feira, 7 de março de 2012

VENENO...

Nas rubras bocas trazes o veneno
Que tanto possa enfim me dar prazer
E ao mesmo tempo em gotas recolher
O quanto em rudimentos, me condeno,

O verso que se faça agora pleno,
O vento desfilando o quanto ser
Esmera no caminho a se perder
E nisto outro momento fosse ameno,

Sereno cada passo e nada disto
Resiste enquanto em vão decerto insisto
Buscando pelo menos claro alento,

E sei do meu caminho sem proveito
O tanto que deveras mais aceito
Encontro o quanto possa enquanto tento.


Marcos Loures

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