A MINHA MOCIDADE
A minha mocidade tão distante
Rolando nas lembranças, sem parar
O tempo nunca pára, vai constante
Passando e transformando faz voar...
Quem dera ter o gosto do teu beijo
Na boca que murchou, pele enrugada...
Porém nunca morreu o meu desejo,
O de poder te ter, ó minha amada...
Passamos tanto tempo na procura
Do bem que alimentou a juventude
Amor que se banhava na ternura
Amei, vou ser sincero, mais que pude...
Das forças que já tive, quer renovem
A vontade de ser, p’ra sempre jovem..
LOURES
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