DESENCANTO...
Volúpias entre tragos e cinzeiros
As noites embaladas pela insônia,
Herméticos cenários, busco Sônia
E bebo seus momentos derradeiros.
Uma esperança vaga. Leda verdade
Que espalha entre os meus versos o que basta,
A face desolada, morta e casta,
A falsa sensação de luz me invade,
Os rastros, velhos trastes, tramas vãs,
O peso de uma vida ora servil,
O quanto do passado me serviu
E as noites engolindo tais manhãs.
Na nebulosa face do que há tanto
Procuro e só percebo o desencanto...
LOURES
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