Esperança?
Edênica esperança já perdida
Hedônicos fantasmas que eu carrego
O tempo se desdenha e sigo cego
Marcando com terror a própria vida,
A luta há tanto tempo resumida,
E sei que na verdade se me entrego
Apenas o que vejo e não renego
Esboça labiríntica saída.
Ecoam dentro da alma velhos hinos
E os olhos entre ritos cristalinos
Embaçam e sem luzes no horizonte,
Ao menos poderia acreditar
Nas tantas ilusões de um falso mar
Que apesar desta bruma, ao longe aponte...
Loures
Nenhum comentário:
Postar um comentário