O que conforte
Um sonho feito em casta solidão.
As armas empunhadas, medo e farsa,
O gozo que provenha já se esparsa
E os olhos entremeiam negação.
Presumo os dias torpes que verão
As lutas entre tantas que disfarça
E sei dos meus anseios quando esgarça
A sorte sem qualquer explicação.
Nevrálgicos tormentos entre enredos
Que tanto poderiam ser segredos
E ao fundo não me trazem nova sorte,
Apresentando apenas o que sonha
A face mais audaz, morte e medonha,
Encontra no final o que conforte...
Loures
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