Sangrentas alvoradas ditam quanto
Do sonho poderia ter nas mãos,
Meus dias na verdade seguem vãos
E tudo se desenha em desencanto,
Procuro o que de fato não garanto,
Semeio pela vida fartos grãos
E tento em tais agrestes, vagos chãos,
O todo que sem nexo algum eu planto,
A marca dos meus pés, rastros sem nexo,
Do todo que se faça mais perplexo
Apenas pênsil ponte e nada além,
Mordazes e fatais figuras, galgo,
No tanto que pudera sem que este algo
Ao fim do meu caminho a paz contém...
Loures
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