Um povo que cativo, escravizado
Trazendo no costado, cicatrizes,
Ao sol de um novo mundo, maltratado,
Em cantos amargosos, infelizes.
O corpo pelo açoite deformado,
A vida permitindo tais deslizes
Na sombra tão medonha do passado,
As liberdades? Foram quais atrizes
Que em cenas degradantes demonstraram
Os cortes e as vergastas, podridão.
Assim em dura senda, escravidão,
No quadro da lembrança emolduraram
Vergonha que inda corta, e vil lateja
Sob as bênçãos sagradas de uma Igreja.
Nenhum comentário:
Postar um comentário