segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

23/01

Podendo finalmente desfrutar
Dos meus momentos duros ou atrozes
E sei do quanto possa além das fozes
Dos rios procurando farto mar,

Meu canto se perdendo devagar
A luta não soubera em tons ferozes
Os ritos na verdade meus algozes,
O tempo se presume a nos buscar.

E vejo após o pouco esta ilusão
Vivendo o quanto pude e desde então
Restando muito aquém do que pudera,

A vida não permite novo sonho
E quando no final me decomponho
A luta se desenha mais austera.

QUERIDO AMIGO

QUERIDO AMIGO

Receba com carinho os versos que
Agora faço a ti, querido amigo
E saiba que deveras não consigo
Ainda imaginar no que se vê

O amor que ensandecendo ainda crê
Possível conviver com tal perigo
E quando nos teus braços eu me abrigo
Revejo esta casinha de sapê

Aonde nós, crianças, transformávamos
Momentos mais felizes e sonhávamos
Ainda ser possível liberdade,

Agora a tua amiga, envelhecida
Não vê mais qualquer chance de saída
Tomada por total ansiedade.

VALMAR LOUMANN

ACANGANTARA

ACANGANTARA

Trazendo por presente, acangantara
Nas festas onde o povo reunido
Presume na esperança o seu sentido
E bebe da alegria mesmo rara,

E quando esta beleza se escancara
Nos ermos da floresta, presumido
Caminho tantas vezes percorrido
Por lua sem igual, imensa e clara,

Desejos cobiçados, pelas tribos
O mundo não traria mais estribos
Nem mesmo outra tormenta ou erro e fado

O quanto se permite em belo encanto,
O dia mais sublime e assim garanto
Meu mundo neste instante em que ora brado.

MARCOS LOURES

Drought of the past

Drought of the past

The drought of the past, finally, desert

And I feel the gentle rain and promising

Preparing the entire solo and from now on

I will happiness near here.

Who came of a journey so uncertain,

You already know judging the redemptive

Presence of a lover. The life emerges

Making the heart much more expert.

In the looking hearty brightness, shining,

The softness of the hands on my chest,

Love that just mastered everyone

That invades possessor, benevolent.

Happiness it is one complete right

Brought the peace sincere that I want.

Marcos Loures

Paz sincera

Paz sincera

Trayendo el deseo sincero de paz que he

La mañana renacerá en resplandor raro.

La vida en la mansedumbre, por lo que predecir

En el amor, dulce canción, coro agradable.

La vida disfrutando la rara oportunidad

Que actualmente convierte este camino que piso,

Y en él toda la gloria que anhelo

Haciendo la vida en paz, sin obstáculos.

Barre la casa y cuando veo

Maravillosa; la desnudez divina,

Luces que la llama del deseo, renueva,

Y se reanude el partido en transparencias,

La cosecha en mi cama, rosado raro

Llegando hacia arriba en la fluorescencia.

Marcos Loures

MUDANDO A DIREÇÃO

MUDANDO A DIREÇÃO


Sistemáticos enganos diz o amor
E neles me enfronhando já me perco,
A solidão fechando agora o cerco
Permite a cada dia outro louvor

Mudando a direção, transforma em dor
O que de uma esperança fora esterco,
E quando deste sonho em vão me acerco
Encontro em tua imagem, refletor.

Amar a ser amada, quem me dera,
Talvez ainda visse a primavera
Que tanto desejara e me abandona,

Uma alma muitas vezes sonhadora
Traduz esta mulher que, sofredora
Deixando que emoção se mostre à tona.

VALMAR LOUMANN

TEU CARINHO

TEU CARINHO

Anseio o teu carinho, meu amado
E vejo o teu retrato dentro em mim,
Matando o meu desejo, o querubim
Há tanto sem saber sendo ansiado,

E vendo nesta face, demonstrado
Reflexo do que existe e sei enfim,
O amor que tanto quero e não tem fim,
Num gozo muitas vezes transformado

Deixando que se veja em meu olhar
O brilho noutro brilho se espelhar
Arfando sobre ti, belo corcel,

Vagando em mil estrelas, constelares,
Momentos soberanos e vulgares
Que levam para o inferno e para o Céu.

VALMAR LOUMANN

DELÍRIOS

DELÍRIOS

Delírios de mulher apaixonada
Bebendo toda a glória de poder
Sonhar e ter nas mãos tanto prazer
Depois da noite fria, em dura estrada,

Subindo para os céus, divina escada,
E nela cada passo perceber
Mudando a direção, eu quero ver
A senda bela e imensa, iluminada.

Castelos, cavaleiros juvenis
Amortalhadas fadas hoje vejo
Aonde desfraldara o meu desejo

O tempo destroçando já desdiz
E aquela moça morta e esfacelada
Há tanto tempo sonha e não vê nada.

VALMAR LOUMANN

Andrógina figura

Andrógina figura

Andrógina figura, bela fêmea
Desnuda-se deveras em meus sonhos,
E sinto estes prazeres mais risonhos
Numa alma que se mostre quase gêmea.

E sem saber sequer quem inda teme-a
Momentos solitários enfadonhos,
E tantos pesadelos vãos, medonhos
Sem ter aonde e como em luz algeme-a

Bebendo dos prazeres que me dá
Delito cometido em tom voraz,
E quando neste espelho satisfaz

Embriagada e lúbrica sei já
O quanto é necessário ser feliz,
Não importando ator, ou mesmo atriz.

VALMAR LOUMANN

Na imensa solidão

Na imensa solidão

São podres os caminhos em que traço
O mundo derrotando cada sonho
Aonde me atormento e decomponho
A sorte pela qual já me desfaço

Quisera de um amigo um mero abraço,
Mas sei o quanto amor se fez medonho
E vendo este momento tão bisonho
Não tendo pra esperança algum espaço,

Carrego a minha cruz feita em saudade
E sei que só verei opacidade
Pensando nesta luz que não existe,

Futuro se desfaz em pesadelo,
Na imensa solidão, poder vivê-lo
Deixando o coração muito mais triste.

VALMAR LOUMANN

Utópica esperança

Utópica esperança

Pudesse caminhar tranquilamente
Nas ruas da cidade em noite plena,
Porém a violência já se acena
Enquanto a morte vem, feroz, premente

Um dia mais bonito e até contente
Na mansidão sobeja se serena
Tornando a nossa vida mais amena,
Utópica esperança; o sonho mente.

E sei que não podendo ser assim,
O quanto desejara em meu jardim
Floradas de esperança em clara luz,

Mas dores e terrores que ora vejo,
Bem mais do que pensara ser lampejo
Reflexo deste mundo reproduz.

VALMAR LOUMANN

Sozinha

Sozinha

Mesquinhos abandonos, desamor
Ainda refletindo escuridão
Momentos de prazer já não terão
Os olhos onde a luz se fez em dor.

E quando imaginara sem temor
Viver etéreos sonhos de verão
O inverno se transporta e a solidão
Tomando sem perguntas nem pudor,

Sozinha, sigo os rastros desta estrela
E quando não podia concebê-la
Eu vi o teu reflexo sob a lua,

E nesta claridade em falso tom,
O amor se emaranhando outrora bom
A cada anoitecer se desvirtua

Marcos Loures

Vivendo à flor da pele

Vivendo à flor da pele

Sabendo-me mulher e só por isso
Vivendo à flor da pele, intensamente
E quando procurando em minha mente
O amor que tanto quero e mais cobiço

Vislumbro a maravilha feita em viço
E um dia radiante se pressente
Deixando esta tristeza tão ausente,
Caminho desejado em compromisso,

Venceste os meus anseios e temores
Seguindo meu amor por onde fores
Decerto encontrarei felicidade,

Sabendo ser só tua,uma alma intensa,
Na glória deste amor a recompensa
Que o tempo não desfaça nem degrade.

VALMAR LOUMANN

Reflexos do passado

Reflexos do passado


Não posso suportar saber que tu,
Depois de tantos anos me deixaste
O amor com ódio forma tal contraste
Deixando o coração exposto e nu.

Reflexos do passado no futuro
Transformam cada dia em sofrimento,
E quando novo amor ainda tento,
O sol já se escondendo em céu escuro.

Vagando sem destino dentro em mim,
Lembranças de uma vida tão completa,
Felicidade plena é falsa meta
A solidão acende este estopim

E quando imaginara ter a paz,
O sonho em tantas trevas se desfaz.

VALMAR LOUMANN

Loucura me domina

Loucura me domina

Não poderia crer que um novo dia
Viria após o imenso temporal,
Além do que pensara natural
Uma alma procurando esta alegria

Que a cada amanhecer o sonho adia
Gerando este vazio sempre igual
Qual fora o mais temível ritual
Deixando para trás a fantasia,

E quando mergulhando neste abismo
Exposta à sensação de fanatismo,
Buscando cada traço que deixaste

Loucura me domina e saio às ruas
E além dos meus anseios continuas
Causando o sofrimento em vão desgaste.

VALMAR LOUMANN

domingo, 22 de janeiro de 2012

Nell'abisso della memoria

Nell'abisso della memoria

Come ha fatto della passione menzogne e bugie
insepolto a questi sogni.
Sfoglia la mattina dantesca in cerca di redenzione
che era solo girare su qualsiasi passo,
questi inganni con dissimulare sorrisi,
ubriaco passo vicino a quando era ancora pensato in futuro.
Il mondo determina il fine del gioco,
I frammenti non vanno bene.
Io seguo solo.
Osato in un più audace,
tuttavia gli errori di atrocità sono frequenti,
e resta soltanto la scogliera enorme di memoria.

Marcos Loures

Nem notei o tempo rápido e mudo - dueto SONIA NOGUEIRA e marcos loures

Nem notei o tempo rápido e mudo

Nem notei o tempo rápido e mudo
Contando a passagem por minutos
Abrindo cada entrada em segundos
Inerte noutro campo não fecundo.

Apressei os passos, engomei a roupa
Pus o melhor calçado, o relógio aqui
Pra não atrasar o poema, não esqueci
Do papel no canto da bolsa e rouca.

Declamei teu poema lá na sala
E noutra voz que a emoção não cala
Lembrou da mensagem sempre terna.

Qual raio clareando em luzerna
Palavras tatuadas na lembrança
Cada dueto vivo, sonata e dança.


SONIA NOGUEIRA.

O tempo não deixando qualquer marca
Nos olhos de quem sabe o quanto traga
A sorte não seria feito adaga,
O sonho na verdade tudo abarca,

O canto mais feliz, deveras arca
Com toda a imensidão que nos afaga,
Enquanto o pensamento ora divaga,
A vida não se fez somente parca.

Olhando para trás vejo o futuro
E sigo caminhando e te procuro
Volvendo dentro da alma em reboliço,

Deveras ser feliz, tudo o que eu quero,
Embora o mundo seja tão austero,
Meu verso; junto ao teu, sempre cobiço.

Marcos loures

A ESTRELA GUIA

A ESTRELA GUIA

Perguntando a quem possa me dizer
Aonde se escondera a estrela guia
Por mais que uma esperança assim porfia
Na ausência de teus lábios, desprazer.

Pudesse pelo menos reviver
Momento feito em paz, doce alegria
E nele esta emoção que me inebria,
Tocada pelas fráguas do querer.

Imensas nuvens tampam este sol,
E toda a escuridão deste arrebol
Traduz a falsa luz de um tosco amor,

E nele nada além de dor e treva,
Por mais que a fantasia, uma alma ceva,
Eu sinto a tua imagem decompor.

VALMAR LOUMANN

PAIXÃO

PAIXÃO

Bebesse desse cálice: paixão
Verias quantas vezes é preciso
Não ter sequer noção de algum juízo
E tendo sob os olhos a amplidão

Montanhas, cordilheiras moverão
Os sonhos onde encontro o Paraíso
Num toque sensual, certo e preciso,
Na soma que resulta imensidão.

Dois corpos sequiosos; noite clara,
O amor sendo demais já se declara
Além do que pensara eternidade,

E assim nas nossas loucas aventuras,
O todo que deveras tu procuras,
E insanamente toca e nos invade.

VALMAR LOUMANN

DAMA?

DAMA?

A dama que querias não existe,
Apenas a mulher que me mim aflora
Desejos tão comuns e se assenhora
Do mundo aonde a sorte já persiste

E mesmo que pareça; às vezes, triste
O amor não reconhece uma demora
E bebe satisfeito a qualquer hora
E quanto mais deseja não desiste.

Uma alma feminina se desnuda
E mostra a imensidão que se transmuda
Enquanto persistirem vendavais,

Sabendo que depois vem calmaria
E nela com certeza a paz recria
O que pensara outrora nunca mais.

VALMAR LOUMANN

A DOR EM SOLIDÃO

A DOR EM SOLIDÃO

Perpetuando a dor em solidão
Jamais imaginei felicidade
E quando a noite escura chega e invade
Os dias se nublando mudarão

O tempo que eu pensara em mansidão
Agora se entregando à tempestade
O amor ao se interpor como uma grade
Impede do futuro antevisão,

Eu quero ser feliz e nada mais
E quando em dias tristes derramais
As ânsias de um momento já desfeito,

Em vós se refletindo esta atitude
Impedindo que o tempo aos poucos mude,
Negando a própria sorte em que me deito.

VALMAR LOUMANN

GRANDE LABIRINTO

GRANDE LABIRINTO

Outrora imaginara uma saída
Ao grande labirinto em que me enfronho,
Momento tão terrível quão medonho
Mantendo sempre aberta esta ferida

E quanto mais feroz ou atrevida
A morte se apresenta a cada sonho,
E quando desta luta eu recomponho
Paisagem se nublando, vai perdida,

Pudesse ter este homem que desejo
Porém o amor se faz como um lampejo
De um sol que inesperado, não retorna,

E quando a fantasia nos espreita
Uma alma procurando ser aceita
Em falsas ilusões assim se adorna

MARCOS LOURES

A VOZ DO VENTO

A VOZ DO VENTO

Ansiosamente escuto a voz do vento
Batendo na janela a me chamar,
É como se eu pudesse desvendar
Neste ar que se aproxima algum alento

Depois de tanta dor e sofrimento
Momento de alegria a se mostrar
Expondo na varanda este luar
Enquanto dele bebo, me apascento.

Amar sem ser amada é como ter
A vida sempre atada ao desprazer
Matando em nascedouro uma esperança,

E quando se imagina noite mansa,
A tempestade então eu passo a ver,
Legando à voz suave a vã lembrança

VALMAR LOUMANN

DOMÍNIOS DA PAIXÃO

DOMÍNIOS DA PAIXÃO

Domínios da paixão já não conheço
E vivo cada instante como fosse
Momento mais suave ou agridoce
E nele cada passo, outro tropeço.

Felicidade plena; eu posso tê-la?
Deveras nada além de um passo em falso
O amor nos preparando o cadafalso
Levando ao descaminho, vaga estrela.

Perder-te após pensar eternidade
Nas duras desventuras de uma vida
Há tanto noutro rumo decidida
Enquanto a solidão atroz degrade

Não posso acreditar mais em ninguém,
O amor, a solidão feroz contém.

VALMAR LOUMANN

TANTA MENTIRA

TANTA MENTIRA

Não posso suportar tanta mentira
A gente não merece ser assim,
O amor quando termina dentro em mim,
Esfacelado sonho e em cada tira

Aonde se pensara em fogo e pira,
Apenas aridez neste jardim,
Ciúme com certeza um estopim,
Engatilhada dor, sem rumo atira

E fere quem devia ou mesmo não,
Momentos doloridos se farão
Refrão desta terrível melodia,

E enquanto novos sonhos, não pudera
Entregue á solidão, terrível fera,
O sonho pouco a pouco desfazia.

VALMAR LOUMANN

ANSIOSAMENTE

ANSIOSAMENTE

Envolta nestas mágoas que carrego
Jamais conseguiria ser feliz,
Princesa que sonhara contradiz
O rumo desta vida, sempre cego,

E quanto noutras sendas eu emprego
Desejo muito além do que se quis,
Um coração deveras aprendiz,
Transporta a imensidão que eu mesma nego,

Ansiosamente espero algum momento
Aonde ao encontrar a paz e o alento
Eu possa novamente me entregar

Reavivando em mim o farto brilho
Na estrada da emoção que agora trilho
Tocada pelos raios do luar.

VALMAR LOUMANN

MUDANDO A DIREÇÃO DOS VENTOS

MUDANDO A DIREÇÃO DOS VENTOS

Mudando a direção de antigos ventos
O amor em voz sobeja se espalhando
Vivendo a cada instante desde quando
Tomara já de assalto os pensamentos,

Os dias solitários passam lentos
O mundo pouco a pouco demonstrando
Um ar quase terrível, desfiando
Mostrando fielmente os sofrimentos,

Mas quando enamorada eu me percebo
Um belo amanhecer assim concebo
E entregue sem defesas, busco o sol

Seguindo como fosse romaria
A luz deste prazer que me inebria,
Tornando-me do amor um girassol.

VALMAR LOUMANN

MORRER DE AMOR

MORRER DE AMOR

Morrer de amor, um sonho juvenil
Que agora já madura, enfim desfaço
E quando me percebo em falso passo,
No amor que a realidade não previu

Bebendo a fantasia, mesmo vil,
Eu tento vagamente qualquer laço
E nele outro momento em paz eu traço,
Embora me perceba mais sutil,

E resignadamente sigo o sonho,
E a vida novamente recomponho,
Porém em bases sólidas. Talvez...

Quem ama não descarta uma loucura
Que mesmo após tempestas já perdura
E o temporal deveras se refez.

VALMAR LOUMANN

DESCULPE-ME

DESCULPE-ME

Entranha em nossa casa esta alegria
Que tanto desejara em paz e glória
Mudando assim o rumo desta história
Aonde em luz terrível se fazia

Deixando no passado esta agonia,
Com ares de prazer, nossa vitória
A sorte se mostrando peremptória
A vida nunca mais seria fria.

Mas quando me aproximo de teu rosto
E vejo nele assim, o enfado exposto,
Procuro perceber se é minha a culpa,

E mesmo sem saber se isto é verdade,
Por mais que esta incerteza desagrade
Só peço por meu erro uma desculpa.

VALMAR LOUMANN

LOUCA FALENA

LOUCA FALENA

Inacessível luz, louca falena
Procuro nos teus olhos tanto brilho
E quando nesta insana rota eu trilho
A morte pouco a pouco já se acena,

Antigamente alheia à dor e plena
Seguira a paz conforme um estribilho
E agora que este amor; louca, palmilho
A vida nunca mais se fez serena.

Reverso da moeda, a solidão
Que tanto maltratara no passado,
Agora um bem deveras desejado,

Matando as desventuras que virão,
Nas sendas deste encanto destroçado
Resíduos do que fora uma paixão.

VALMAR LOUMANN

Jamais

Jamais

Alors n'oubliez jamais
Le combat qui a permis
Et de son ton un céleste
Tandis le soleil est chaud,
Et je sais que respecte
Ou même la peste vieille
C'est autant que prêtent
Afin de faire tourner la tête,
Et le chaos générant la chute
Dans les nombreuses labyrinthes
Seules déceptions
Payer cette monnaie
La voix divers et pleine
Dans un chemin vide: atroces ...

Marcos Loures

Bitter life

Bitter life

The doubt that prevailing
Marking the deprived
Reason bitterly life
On atrocious night, sincere.
And the longer you wait
Constructed the evening
On the frames of departure
In the grip of this wild beast
I watch my way
Wandering about where I line up
And I know that nothing comes
Just looking at this
No light and nowhere
Filled with disdain...

Marcos Loures
22/01

Vivenciando os sonhos mais dispersos
O tempo não traria melhor sorte
E quanto mais a vida desconforte
Os olhos seguem rumos tão perversos.

Pudesse na pureza de tais versos
Vagar o quanto vivo e me comporte
Tramando com certeza o que ora aporte
Gerando sentimentos tão diversos.

Já não me caberia novo rumo
Tampouco o que decerto ora consumo
Num prumo muitas vezes delicado,

O vento se transforma em temporal
E amor que sempre fora atemporal
Agora noutro encanto em dor evado.

Las manos

Las manos

Las manos que nos ayudan
Permiten la luz nueva
Pero muchas veces, puesto
Los ojos pegados al fin.
El tipo que con frecuencia
Reproduce el tiempo,
Dejando a contraluz
El grado en que transmuta;
Y así la vida
Lápida de modo que
Manifiesta el único final,
Y cuando en la sequía
El suelo se rompió;
¿Qué semilla valdrá la pena?

Marcos Loures
En cuanto se podría ver la vida
Envuelto en mis recuerdos del pasado
El tiempo de ilusiones, olvidado,
La suerte con sin tener otra salida,

Recuerdo do que fuera una esperanza
Y sigo sin saber adonde estás
Procuro entre las calles, nadie más
Traduce lo que el sueño vano alcanza.

Sin tener siquiera nuevo encanto,
Mis días son terribles, noches vagas,
Y así diseño claras, bellas plagas,
Los ojos se llenando en tanto llanto,

Mis versos te buscando en un instante
Adonde solitud ya se garante…

ABORÉ

ABORÉ

Un día por quizá buscar quien soy,
En el medio del terrero el más antiguo,
El paso está diseñado para protegerme
En la canción, de mi padre, mi aboré.
Y la vida se ha profunda en una fe rara
De todas las preocupaciones nada resta,
Superando cualquier miedo, e así prosigo
Al llegar sin nada más atarme.
El babalorixá más respetado,
Entre tantos, de cierto graduado,
Lo que era un sacerdote, el Padre supremo,
Le doy las mías gracias, babanlá
La forma en que esta vida volverá
Y sé que nada temo se estás conmigo.

MARCOS LOURES

ABORÉ

ABORÉ

In a day for maybe who is seeking
In the middle of the yard oldest,
The step is designed so accordance myself
In this song father, my aboré,
And life is designed in a rare faith
Of all the desires already I press on
Winning any afraid and danger vain
Arriving fearlessly or even.
The most respected babalorixá,
So many in the ultimate and graduated
What was a priest the father supreme,
I thank you, my babanlá
The direction that this life will
And I know in such a way I fear nothing.

MARCOS LOURES

ABORÉ

ABORÉ

Num dia por talvez buscar quem é
No meio do terreiro o mais antigo,
O passo se desenha e assim me abrigo
No canto deste pai, meu aboré,

E a vida se desenha em rara fé,
Dos todos os anseios já prossigo
Vencendo qualquer medo e vão perigo
Chegando sem temor ou mesmo até.

O babalorixá mais respeitado,
De tantos o supremo e graduado
Qual fosse sacerdote, pai supremo,

Eu agradeço a ti, meu babanlá
O rumo que esta vida tomará
E sei que de tal forma nada temo.

MARCOS LOURES

LOUCAS SENSAÇÕES

LOUCAS SENSAÇÕES

Não pude superar as diferenças
Que tanto poluíram nosso caso,
A vida se mostrando em pleno ocaso,
Matando neste amor as nossas crenças

Por mais que em novos dias me convenças
Percebo tanto quanto ainda aprazo
Momento em que tomado por descaso
Diversas dos meus sonhos, horas tensas.

Esboço reações, mas não consigo
O amor quando condena ao desabrigo
Não deve mais seguir um rumo insano,

Na louca sensação que nos afeta
Felicidade outrora nossa meta,
O medo suplantando o antigo plano.

VALMAR LOUMANN

O AMOR EM PLENA PAZ

O AMOR EM PLENA PAZ

O amor que tanto quero, em paz, perfeito
Mostrando em vossos olhos brilho tanto
E nele com certeza cada encanto
Deveras da emoção em que me deito

Trazendo a claridade invade o peito,
E pensando em delícias eu vos canto
Não temo tempestades nem quebranto
Só quero é perceber-vos satisfeito;

A pele se arrepia ao simples toque,
E quando este delírio em paz nos toque
Permito-me suores, brados, gritos,

Na força deste insuperável gozo,
Um mundo mais bonito e mais gostoso,
Moldando nossos sonhos infinitos.

VALMAR LOUMANN

O GOZO INSUPERÁVEL

O GOZO INSUPERÁVEL

O quão eu poderia em vosso agrado
Trazer junto comigo as alegrias
E quando se mostrasse em noites frias,
Tocada pelo incêndio destinado

Ao gozo insuperável; vosso lado
Transformando em reais as fantasias
E nelas destroçando as agonias
Mudando calmamente o duro Fado,

E mesmo em noites frágeis, vendavais
Em belas madrugadas transformais
Tramando escapatórias mais audazes,

E quando enamorada me encontrara
Bebendo desta luz imensa e clara,
A vida perpetrando novas fases.

VALMAR LOUMANN

VOSSO BRILHO

VOSSO BRILHO

Abranda-me deveras vosso brilho
E nele uma esperança se recria,
Além de simplesmente fantasia,
Um mundo abençoado agora eu trilho

E quando ao vosso lado amor palmilho
Tornado em plena paz, farta alegria,
Não sendo tão somente alegoria,
Deveras por ser vossa, maravilho.

Esqueço os dias turvos, nunca mais
Depois que em meu caminho demonstrais
A força incomparável deste amor

Que tanto nos seduz e nos comove,
As pedras do caminho, ele remove
E deixa sem espinhos cada flor.

VALMAR LOUMANN

MELINDROSA

MELINDROSA

Cuidar de vossos passos pela vida,
Senhor que tanto quero e me permito
Viver este momento mais bonito
Enquanto esta verdade se decida,

E mesmo quando Amor já se duvida
Eu faço, melindrosa, o mesmo rito
E nele se mostrara o medo aflito
Que tanto nos tempera quanto acida.

E vejo em vós querido, tanta luz
Meu passo em vossos olhos reproduz
A imensidade feita em nossos sonhos,

Agora só por ter-vos junto a mim
Percebo quão sobejo o meu jardim,
Vivendo dias claros e risonhos.

VALMAR LOUMANN

SUBMISSA

SUBMISSA

Servindo-vos Senhor dos meus anseios
Espero poder ter felicidade
E quando esta loucura nos invade
Sentindo se eriçando então meus seios

Imersa nestes belos devaneios
No amor que tanto quanto sempre agrade
Quem sonha e se permite a claridade
Dourando o meu caminho, em ricos veios,

E sendo-vos escrava, serva ou ama,
O amor quando deveras nos reclama
Não deixa qualquer chance de defesa,

E tendo-vos em luzes mais diversas,
Dominando decerto estas conversas
Agigantando a vida em tal beleza.


VALMAR LOUMANN

A ELEITA DOS TEUS SONHOS

A ELEITA DOS TEUS SONHOS

Procuro ser a eleita dos teus sonhos
E mesmo quando ausente dos meus braços
Estendo para ti estreitos laços
E tento dias novos, mais risonhos

Não te tendo comigo em enfadonhos
Terríveis caminhares, loucos passos
Meus dias transcorrendo duros, lassos,
Apenas pesadelos tão medonhos.

Pudesse ter nas mãos o teu sorriso
Que é todo o meu desejo, e me matizo
Nas cores de teus mansos pensamentos,

Sentindo o teu respiro junto a mim,
Florada garantida em meu jardim,
Exposto à fantasia em doces ventos.

MARCOS LOURES

ESPÚRIAS MADRUGADAS

ESPÚRIAS MADRUGADAS

Amor jamais me quis e sei tão bem
Que todo o meu caminho foi em vão,
Aonde se perdera o meu verão
Que apenas este inverno me contém

Assisto a derrocada e fico aquém
Do todo que mostrara uma ilusão
E quando os novos dias chegarão
Espelho refletindo sem ninguém.

Espúrias madrugadas e onde estás?
Há tanto que perdi a minha paz
Em meio aos temporais, nada restando

Ó Deus me abandonaste sem alento,
Carrego tão somente o sofrimento,
Pergunto sem respostas: até quando?

VALMAR LOUMANN

UMA ALMA SOLENE

UMA ALMA SOLENE

Escuto a voz de quem tanto queria
E um dia se fez vago e não voltou,
O mundo neste vão já naufragou
E a noite outrora em paz, agora é fria,

Uma alma tão solene se esvazia
E a sorte contra mim se revoltou,
Nos braços de quem tanto mergulhou
Apenas ansiedade vã, sombria.

E quando te percebo enamorado,
Olhando para as cinzas do passado
Não tenho qualquer chance, morro só,

E volto novamente à solidão
Por onde novos dias me trarão
Os sonhos sem porvir no imenso nó.

VALMAR LOUMANN

AQUELA ESTRELA

AQUELA ESTRELA

Não posso mais seguir aquela estrela
Que há tanto imaginei pudesse dar
Aos meus destinos rumo e perpetrar
Caminho onde a sorte em paz contê-la.

Mas quando mais de perto pude vê-la
Estranha sensação a me tomar,
Pensando nesta imensa luz solar
Não pude em frágil tom mais recebê-la.

E assim vagando só em noite imensa,
O amor sem ter sequer quem o convença
Morrendo em temporais, em amarguras

E quando enfim pudesse ser feliz
Eu vejo tatuada em cicatriz
A dor na qual com fúria tu perduras.

VALMAR LOUMANN

NOUTROS SÓIS

NOUTROS SÓIS

Preciso descobrir se ainda há luz
Nubladas as manhãs em desespero,
E quando noutros sóis busco o tempero
Ao qual o amor intenso nos conduz.

Percebo que talvez seja uma cruz
Que mostre quão diverso cada acero
E nele este vazio em destempero
Deixando sonhos mortos, quase nus.

Abandonada à sorte, nada tenho
E quanto se fez grande o meu empenho
O mundo desabou em um segundo,

Nas tramas de uma doce primavera,
Olhando de soslaio veja a fera
E nela atocaiado um bote imundo.

VALMAR LOUMANN

O MEU PASSADO

O MEU PASSADO

Eu trago em minhas mãos o meu passado
Aonde imaginara que talvez
O amor em mais completa lucidez
Teria o seu caminho bem traçado,

Agora ao adentrar escuso prado
Diverso deste encanto que tu vês
Minha alma se perdendo de uma vez
O quanto desejara, destroçado.

Perdida em noite fria, sem ninguém,
Apenas solidão inda contém
Os ritos desumanos de um amor

Que outrora fora feito em tanta luz
E agora à dura treva me conduz,
Matando em meu jardim, alento e flor.

VALMAR LOUMANN

NOVOS DIAS

NOVOS DIAS

Pudesse acreditar em novos dias
Diversos do que tanto me fizeram
Sofrer com estes sonhos que laceram
Deixando as caminhadas mais sombrias

E quando novos rumos tu querias
Momentos delicados nos esperam
Enquanto com furores se temperam
As noites não seriam jamais frias.

Adentro flóreos campos entre luzes
Aonde ao paraíso me conduzes
Parceiros desta mesma e bela empresa,

Vencemos quaisquer dores, turbulências
Sem ter as tempestades que compense-as
Permitem neste amor toda a leveza.

VALMAR LOUMANN

SEDUZIDA

SEDUZIDA

E quando seduzida me entregara
Ao louco e raro amor que me trouxeste,
A vida no passado tão agreste
Agora em luz profusa, imensa e clara,

Na intensidade em fúria se declara
O gozo que deveras nos reveste
E nele com delírios a alma veste
A jóia mais perfeita, bela e rara.

Assim enamorados noite adentro,
Na nossa caminhada eu me concentro,
Sou deusa, sou rainha e sou escrava,

Nesta ânsia sem igual que nos permite
O amor insaciável sem limite,
Uma alma extasiada em paz se lava.

VALMAR LOUMANN

ANINHADO NO TEU CORPO

ANINHADO NO TEU CORPO

Aninho-me em teu corpo após tempestas
E deste doce alento assim me inundo
Do amor que se mostrando mais profundo
Promete com certeza danças, festas,

E quando no meu lado sonhos gestas
Um dia mais audaz; belo e fecundo
Transporta em nossas mãos, bem mais que um mundo
E a luz adentra então por várias frestas

E nossa cama em chama iluminada,
Permite que depois da cavalgada
Já satisfeitos em suores tantos

Imensa maravilha decifrada,
Seguindo pareados nesta estrada
Que leva aos mais profanos dos encantos.

VALMAR LOUMANN

Amarga sensação

Amarga sensação

Levara dos meus dias a esperança
De um novo amor depois de tantos anos
Na ausência dos anseios soberanos
A sorte no vazio já se lança

E quando uma alma busca esta aliança
Por mais que se procurem outros planos
Os dias se derramam quase insanos,
Vivendo tão somente da lembrança

Amarga sensação do nada ter,
Diversa fantasia em desprazer,
Assento o meu olhar neste horizonte

Sem ter sequer a imagem distorcida
Do que pensara outrora fosse vida,
No sol que sem sentido, não desponte.

VALMAR LOUMANN

quando a tempestade se anuncia

quando a tempestade se anuncia

Queria ver a luz de um belo sol,
Mas quando a tempestade se anuncia
A vida se refaz a cada dia
E toma ensandecida, este arrebol;.

Minha alma como fosse um caracol
Prepara uma defesa e segue esguia
Enfrento a noite amarga, só e fria
Buscando o teu olhar como um farol,

Lutando contra os medos e pudores
Seguindo cada passo aonde fores
Na imensa madrugada em trevas feita

E quando o amanhecer se faz nublado,
Seguindo solitária, olho a meu lado
E vejo a minha vida em vão, desfeita.

VALMAR LOUMANN

Cenário surreal

Cenário surreal

Redima-me dos medos do passado,
Aonde imaginara imensa dor
E agora ao pressentir em ti calor,
O amor se mostra a nu, iluminado.

Vencer os temporais, saber do prado
Aonde poderia em cada flor
Render uma homenagem ao amor
Cenário surreal, imaginado.

Entregue aos seus caprichos, não consigo
Sequer me defender de algum perigo
E quando estou contigo nada vejo

Senão o realizar de cada sonho,
Que insana em luz tão mágica componho
Perpetuando em ti todo o desejo.

VALMAR LOUMANN

MEDO E GOZO

medo e gozo

Estranhas sensações de medo e gozo
Prazeres misturados com terror,
E quando me defendo com pudor,
O tempo se mostrando caprichoso

Abrindo este caminho prazeroso
Aonde sem saber irei compor
Um mundo feito em luz,.carinho e amor
Num imenso carrossel voluptuoso.

Estrelas espiando cada cena
E a claridade intensa me serena
Deixando-me deveras satisfeita

E quando entre seus braços adormeço,
O amor ao descobrir cada endereço
Também chegando intenso, aqui se deita.

VALMAR LOUMANN

Não sei sequer seu nome

Não sei sequer seu nome


Não sei sequer seu nome e não me importa
Só sei que nos seus braços sou feliz,
A santa que deseja, a meretriz
Que em tensa insanidade já se aporta,

Abrindo num momento a minha porta,
Não fala quase nada e tudo diz,
Refaz a mesma senda e pede bis,
Ciúmes, noutro gozo, o amor aborta

E deixa-me depois de saciada,
Vagando por sei lá que rumo e estrada,
Voltando tão somente quando quer,

Não me chama de amor nem de rainha,
Decifra esta vontade que eu continha
Apenas me chamando de mulher.

VALMAR LOUMANN

TENTÁCULOS DA MORTE

TENTÁCULOS DA MORTE

Tentáculos da morte me envolvendo
E o pouco que inda resta não sustento,
A vida se presume em frágil vento
E o peso noutro tom mero remendo,

O corte no vazio me retendo,
O medo do que fora e não contento
Sabendo ser o sonho meu sustento,
O manto pouco a pouco se rompendo.

O vértice das ânsias infecundo,
E quando nas entranhas me aprofundo
Encontro dentro da alma algum resquício,

Do quanto poderia e nunca vira
A luta se revela em tal mentira
E o passo busca inútil precipício...

Marcos Loures

UNINDO NOSSAS FORÇAS

UNINDO NOSSAS FORÇAS

Unindo nossas forças vamos ter
O dia que talvez imaginássemos
E sei do quanto possa se tentássemos
Vencendo ou mesmo tendo o que mais ser,

O medo se apodera e no perder
Ainda que deveras mal notássemos
O todo que pudesse e caminhássemos
Nos sonhos que eu tentara conceber.

Fagulhas entre fúrias e martírios,
Os olhos se envolvendo em tais delírios
Não mais encontrariam horizontes,

E sei do que me dizes, mas me calo,
Do tempo mais servil, ledo vassalo,
Sem ter qualquer saída que me apontes...

Marcos Loures

JOGADO SOBRE AS PEDRAS

JOGADO SOBRE AS PEDRAS

Jogado sobre as pedras do que fora
Imagem mais sutil ou mesmo opaca,
A vida noutro tom já contra-ataca
E traz a face rude e sonhadora,

O vento se aproxima e a redentora
Noção do delirar qual mera estaca
Encontra o que pudesse e mesmo fraca
A luta se traduz reparadora.

Vencido ou vencedor, já tanto faz,
O quanto poderia ser capaz
Esgota na verdade o verso e o sonho,

Meu mundo nesta farsa mais sutil
Expressa o quanto resta e não se viu,
E nisto caminhante em vão componho.

Marcos Loures

AMAR E TER NAS MÃOS

AMAR E TER NAS MÃOS

Amar e ter nas mãos o quanto possa
Da vida mais audaz, mesmo feliz,
Refaço a mesma estrada que já fiz
E nisso reconheço glória e fossa.

O tempo se aproxima do que endossa
A luta mais atroz, rude em céu mais gris,
Tentando amenizar velho matiz,
A sorte noutro canto vira troça.

O pressuposto sonho envolto em brumas
E sei que quanto mais também te esfumas
Costumas viajar pelo infinito,

E o tempo mais sutil se presumindo
No quanto desejara quase infindo
E agora sem sentido, sinto findo.

Marcos Loures

MEDONHAS FORMAS

MEDONHAS FORMAS


Medonhas formas ditam cada sonho
E nada do que fomos forma luzes
Ainda caminhando sobre as urzes
Um tolo amanhecer eu te proponho,

Vagando num cenário tão bisonho,
O quanto poderia reproduzes
Vestígios do que fomos e conduzes
Meu passo ao caminhar rude e enfadonho.

Não quero melhor sorte, mas mereço
Além do mero ocaso num tropeço,
O preço a se pagar talvez demore,

O mundo silencia cada voz
E o quanto se mostrasse inda de nós,
Aos poucos sem destino, não aflore.

Marcos Loures

CORTE E MEDO

CORTE E MEDO

Nociva sensação do corte e medo,
O mundo me arremete ao nada ser,
E sei o quanto possa me perder
E tanto que devesse mal concedo,

A luta desenvolve o velho enredo
E o mundo noutro fato eu passo a ver
Ao menos quem me dera merecer
A fonte mais audaz, e em vão procedo.

Perpetuando a glória mais vazia
Caminho entre o tanto que eu queria
E o pouco que me resta a cada instante,

O vento balançando os teus cabelos,
Pudesse em minhas mãos, tolo, contê-los,
Porém nada no fim a paz garante...

Marcos Loures

PROMESSA DE MUDANÇA

PROMESSA DE MUDANÇA

Havendo ou não promessa de mudança
O tempo não seria tão melhor,
O quanto a percorrer eu sei de cor
E o passo no vazio ora se lança,

O vento prometido em sonho e dança
O medo se aproxima e bem maior
O ledo dita a rima e vem pior
Do que se imaginasse em aliança.

Não quero o que restasse de um poema,
O passo sem temores nada tema,
Nem mesmo quando a gente fosse assim,

Diverso da expressão que moldaria
Vivendo o quanto reste em fantasia
Traçando este infinito dentro em mim.

Marcos Loures.

NOVO TEMPO

NOVO TEMPO

Bastasse novo tempo ou mesma sorte
E o canto sem sentido transformando
Aonde imaginasse ser mais brando,
Apenas o vazio me comporte.

O corte noutro tanto não se importe
E o vento com a fúria se moldando
O quanto o desejara bem mais brando
Inoculando, aos poucos rude morte,

Nas tramas insensíveis que percebo,
O tanto que me resta busco e bebo,
Acreditando ter alguma chance,

No fundo o que me resta é quase nada,
A mesma solidão rude e velada,
Enquanto o dia a dia em vão avance...

Marcos Loures

BENESSE

BENESSE

Há tanto que procuro escapatória
Envolto nos tentáculos da dor,
E seja da maneira como for,
A via se repete, mesma história,

Aonde se pensasse na vitória,
Apenas o que mostra este rancor
Pensando acreditar no torpe amor,
A vida não retém frágil memória,

Melancolicamente chego ao fim
E sei do quanto possa haver em mim
Se nada do que tenho me aprouvesse,

Ainda que pudesse ser diverso,
Ao menos sobre os sonhos salto e verso,
Na garantia espúria de benesse.

Marcos Loures

sábado, 21 de janeiro de 2012

Loco

Loco

Inútilmente por las calles gritando,
Yo busco una noticia trastornado
Soledad domina y en esos abusos,
Lejana de mis brazos, continuas;
Y cuando en otras bocas tú flotas
La muerte sin amor y sin caricia,
Ya nada calma la vida e sigo en vano,
Difundo el sufrimiento y niego las lunas
Que tanto seducía en nuestro sueño,
Y cuando en el anhelo pasado, me puse;
Momentos que nunca olvidaré,
Me doy cuenta de que la vida era inútil
Y ser sin amor, sin esperanza, es tener
La luz del amanecer más sombría.

Mloures

Demented

Demented

In vain in the streets shouting
I seek a deranged notice
The aloneness giving in such abuse,
Away from my arms continuous
And when you float in other mouths
Death without affection and without caress,
The life without anything still calm
Spread suffering and negates moons
That both have seduced our dreams,
And when in the past, longing, I put
Moments that will never forget,
Perceive how life was frivolous
And since without love, as hopeless and useless
The light of dawn is bleak.

Mloures

Zé Pistola

Zé Pistola

Essa quem me contou foi o João Flávio, quando pescávamos há alguns anos e quando vou à praia me lembro desta história.
Em Ervália havia um cidadão cujo apelido era Zé Pistola, matador famoso na década de 30 e dono de uma mira invejável, pois bem, uma vez ele resolveu tirar umas férias e conhecer Copacabana, o que era um sonho antigo.
Quando chegou ao Rio, a primeira coisa que fez foi comprar uma bermuda adequada para a praia e como era conservador escolheu a maior que havia.
Mas mal saiu da água todo mundo ficou olhando assustado para a cena: uma, digamos, excentricidade mais avantajada do que a do famigerado “Homem Berinjela”.
Irritadiço, não teve dúvidas e foi logo dizendo.
- Uai cocês num contece isso não? Quando a gente entra na água fria o trem incolhi mermo sô.

Explicado o apelido...

Una suave brisa

Una suave brisa

Siento la brisa suave, en el viento en calma

Rozando mi piel, tu sonrisa

Desorden en mi pecho tranquilizar.

Y el toque de sus labios, y más precisa.

La vida viene sin previo aviso, trayendo

De todo lo que pasó, cada tormento,

Un nuevo amanecer en el que la división

Del final de su amargura y sufrimiento.

Conociendo el la cosecha prometida

En los brazos de esta noble jardinera,

El amor es la transformación de mi vida,

Que me permite mantener el corazón abierto,

Las emociones a regar mi huerto,

La sequía del pasado finalmente desierto.

Marcos Loures

Una suave brisa

Una suave brisa

Siento la brisa suave, en el viento en calma

Rozando mi piel, tu sonrisa

Desorden en mi pecho tranquilizar.

Y el toque de sus labios, y más precisa.

La vida viene sin previo aviso, trayendo

De todo lo que pasó, cada tormento,

Un nuevo amanecer en el que la división

Del final de su amargura y sufrimiento.

Conociendo el la cosecha prometida

En los brazos de esta noble jardinera,

El amor es la transformación de mi vida,

Que me permite mantener el corazón abierto,

Las emociones a regar mi huerto,

La sequía del pasado finalmente desierto.

Marcos Loures

La sequía del pasado

La sequía del pasado



La sequía del pasado, finalmente, yo la desierto

Y siento la lluvia suave y prometedora

Prepárese todo el suelo ya partir de ahora

Voy a contento por aquí.

Quién vino de una trayectoria tan incierta,

Ya sabes el valor de la redentora

Presencia de alguien que ama. La vida emerge

Haciendo que el corazón despierte mucho más.

Al observar la luminosidad fantástica,

La blandura de las manos en mi pecho,

El amor que así domina a todo el mundo

Que invade sin preguntas; benéfico.

La felicidad es un derecho completo

Trayendo la paz que, sinceramente yo quiero.

Marcos Loures

Une douce brise

Une douce brise

Je sens la douce brise, en un vent calme
Frôlant ma peau, votre sourire
désordre dans ma poitrine, calmant.
Et la touche de vos lèvres, et plus précis.
La vie vient sans avertissement apportant
Dans tous les que j'ai passéchacun tourment,
Une aube nouvelle dans laquelle division
La fin du l'amertume et la souffrance.
Connaissant la récolte promis
Dans les bras de ce jardinier noble,
L'amour est de transformer ma vie,
Il me permet de rester le coffre ouvert,
Les émotions dans mon jardin d'arrosage,
La sécheresse des passé définitivement désert.

Marcos Loures

On our chests

On our chests

Tracing on our chests, freedom,

Breaking the chains that tied them,

In the hands so long already showed

How is possible to have peace.

Leaving behind and without nostalgia

The days when the hours did not passed,

Does not left the cold early morning

Not even sunrise dawn. Anxiety ...

Now I perceive to be possible

The morning song of the birds

Making the heart seem almost invincible

Changing all the luck in a moment,

In the shadows of the so serene caresses

I sense the soft breeze, in calm wind.

Marcos Loures

AUSTERO

AUSTERO

Jargões que repetiste a vida inteira
Acreditando mesmo na mudança
E a vida noutro rumo já te lança
E nisto a sorte mostra a derradeira

Faceta do que possa mais faceira
A luta que se faça em aliança
Vencendo o quanto possa e sempre cansa
Enquanto uma esperança além se esgueira.

O templo se desenha em tal oráculo,
Procuro indefinido este vernáculo
Que tente traduzir o quanto quero,

Não mais que mero ocaso ou velho caos.
Subindo mesmo sendo vãos degraus,
O olhar que se desdenha segue austero.

MARCOS LOURES

Temporal.

Temporal.

Não mais imaginasse a vida assim
Sentida como fosse o fim de tudo
E sei que na verdade se me iludo
Vagando sem limites vou ao fim,

E quando se anuncia em tal jardim
O tempo aonde possa e me amiúdo
O peso noutro tanto sei, contudo,
E mostra esta incerteza dentro em mim.

O preço que se paga, mesmo justo,
Balança o quanto resta e sei do custo
Que possa subverter algum futuro,

Escassamente vejo o fim do jogo,
E quando na verdade a cada rogo,
Maior o temporal e a paz; procuro.


Marcos Loures

Rústica

Rústica

Ainda quando a vida se fez rústica
A sorte mais atroz não calaria
O quanto se tentara em alegria
Embora distorcendo a vaga acústica,

O preço a se pagar a cada instante
Espoliado em lutas o que resta,
A fonte mais audaz, mesmo funesta,
Ao menos novo dia em luz garante,

Na desejada face mesmo estúpida
Espero o que viria e não soubesse
A senda mais suave, vaga messe,
E a luta sem sentido, tosca e cúpida,

Meu mundo não pousasse sem ter paz
E o quanto se mostrara queda atrás.

Marcos Loures
21/01


Trazendo uma promessa feita em mar,
Que possa nos trazer em sol e areia
Ou mesmo esta beleza em lua cheia
Propícia para o bem de tanto amar.

Quisera noutro instante navegar
E ter esta emoção que me incendeia
Galgando toda a sorte que rodeia
Quem sempre procura onde aportar

Depois do manso cais, a vida seda
E traz a provisão que impede a queda
Cerzindo este futuro que pressinto.

Meu verso sem sentido ou mesmo rude
Expressa todo o sonho que me ilude
E nele este momento em raro instinto.

Outro cenário

Outro cenário

Jamais imaginasse outro cenário
Não fosse a própria vida um erro imenso
E quando no futuro tanto penso
O vento se moldando em senso vário,

Presumo o quanto resta e qual corsário
No saque da emoção me recompenso,
E mesmo quando o tempo se faz denso,
Mantenho sem temor o itinerário.

Ocasionando a queda quando possa
Traçar esta expressão que dita a troça
E faz do meu tormento, o dia a dia,

Não quero acreditar em nova senda
Ainda quando o nada se desvenda
O mundo noutro tom se perderia...

Marcos Loures

ILUSÃO

ILUSÃO

Crescendo mansamente esta ilusão
Que possa destruir qualquer anseio,
O tanto que pudera e nunca veio
Expressa a mais diversa dimensão,

O mundo se anuncia e desde então
O quanto poderia em tal recreio
Gerasse o que se mostra em devaneio
Marcando com terror o mesmo não,

O preço se condiz não mais reflete
O verso que pudera; o canivete,
A sorte transformando a morte em meta,

O porte deste insano sonhador,
Enquanto na verdade dita amor
No vasto caminhar não se completa.

Marcos Loures

Soturno

Soturno

Qual fosse a mais ingrata realidade
O vento que destroça cada casa
Enquanto a solidão já não me apraza
O verso se comove e desagrade,

O marco mais suave em qualidade,
Louvando o quanto pude e a senda atrasa
Marcando o meu anseio em fúria e brasa,
Algema renegando a liberdade.

O preço a se pagar jamais pressente
O quanto na verdade em tal corrente
Anunciasse o fim de mais um turno,

O pântano por onde encontro o fim
Do todo que marcasse dentro em mim
Deste cenário rude e mais soturno...

Marcos Loures

Abismo

Abismo

Mergulho neste abismo dito amor
E sei do quanto possa sem sentido
Vagando pelo espaço dividido
Moldando o quanto resta e como for,

A morte se aproxima e sem rancor
O vento noutro tom vai desvalido,
E o sonho mais audaz se permitido
Pudesse ser quem sabe um beija-flor

Não quero e nem pudesse ser assim
A morte pouco a pouco em meu jardim
E o verso sem proveito em vão detalhe,

O prazo determina o quanto pude
Vencer o mais cruel em atitude
Embora a própria vida nos retalhe.

Marcos Loures

Lamento

Lamento

Amor velho farsante que engambela
Quem tanto se fez tonto ou mesmo rude,
E nisso com certeza a juventude
Espelha a sorte amarga, e jamais bela,

O quanto do meu sonho em vão se atrela
E marca com terror cada atitude
Vagando sem segredos, tanto ilude,
E o peso a cada passo se revela,

Nas tétricas manhãs, lutas em vão,
Deixando sem sentido o coração
Que possa transformar cada momento,

Depois de nada mais do que se faça
A vida se perdendo em vã fumaça
Apenas o final disto, eu lamento...

Marcos Loures

BIJUTERIA

BIJUTERIA

Já não suporto mais tanta mentira,
A falsa imagem dita o diamante
Bijuteria feita em ledo instante
Que ao fogo sem sentido algum me atira,

No tanto que pudera e até prefira
A vida noutro fato se adiante
Marcando o que viera em repugnante
Cenário que deveras interfira,

O prazo ultrapassado, o não sem fim,
A fúria explicitando o que é por mim,
Jamais me tornarias mais feliz,

O sonho destroçado envolto em trevas
E aquém do quanto possa, tu me levas,
Fazendo de minha alma o que bem quis.

Marcos Loures

As Pedras do Passado.

As Pedras do Passado.


Jogado sobre as pedras do passado
Meu tempo noutro instante se sonega
A vida se demonstra nua e cega
E o tempo noutro rumo, desolado,

O preço a se pagar será cobrado,
A luta noutro ocaso não se nega
E o passo quando muito não se apega
E deita sem sentido o mesmo brado.

Restituindo ao nada o quanto sou,
O muro em proteção já desabou
E desalentos tomam meu caminho.

Pudera ser talvez mais forte ainda,
Ou mesmo desejar o que ora finda,
Porém do turvo ocaso eu me avizinho.

Marcos Loures

Outra verdade

Outra verdade

Já não comportaria outra verdade
O quanto se fez lábil noutro instante
E o vento que destroça, ora abundante,
Traduz o quanto tento e se degrade,

Arcando com total disparidade
O medo noutro fato se garante
Enfados entre dias; no entediante
Caminho que reduza a liberdade.

Aproximando aos poucos, sorrateiro,
Por entre mil anseios se eu me esgueiro
A vida atocaiada dita o bote,

E sendo sempre assim, noutro momento,
A luta se define enquanto tento
Traçar o quanto pude e nem se note...

Marcos Loures

O fogo das paixões...

O fogo das paixões...


O fogo das paixões, mera tolice,
O vento diluindo o quanto em frágua
Expressa a solidão, vida deságua,
E nisto o próprio fato a contradisse,

Ou mesmo que decerto ainda visse
O meu olhar cansado em plena mágoa,
O tempo se destroça em fogo e em água,
Matando o quanto fora e não previsse.

Ocasionando a queda costumeira
De quem se tanto fez e nada queira
Além do que pudera em tal destino,

O mundo que desenho é meramente
O quanto se desnuda em rude mente
E traça o meu completo desatino...

Marcos Loures

Aonde e quando

Aonde e quando

Não mais me perguntasse aonde e quando
Ou mesmo como a vida se desenha.
A luta se anuncia mais ferrenha
E o solo noutro instante desabando,

O verso se anuncia em contrabando
E o passo mesmo rude sempre tenha
O vento que deveras o provenha
Do quanto se permite rude ou brando,

Presenciado o fim dos meus anseios,
Os olhos são vazios devaneios
E as sombras do passado; ainda as vejo.

Prenunciando o fim sem mais delongas
O quanto se pudesse em vão alongas
Negando o quanto quero em teu desejo.

Marcos Loures

A própria vida.

A própria vida.

Porquanto a própria vida nos pareça
Diversa da que tanto procuramos,
Não quero em meu anseio escravos e amos
Tampouco na bandeja outra cabeça,

O quanto se perdura e não se esqueça
Ou tanto que pudera e mesmo ousamos,
No fim deste cenário vislumbramos
O que pudera ser e não mereça,

Eu peço apenas paz e nada além
O sonho mais audaz que me convém
Explicitasse amor sem mais limites,

E o tempo desenhando outro celeiro
Aonde pude ser mais verdadeiro
Ainda que decerto o delimites.

Marcos Loures

MOMENTOS

MOMENTOS

Bastando algum momento de alegria
A quem aquém de tudo não soubera
Apascentar quem sabe esta quimera
E nada mais deveras poderia,

A fera numa espreita em agonia
O quanto pouco a pouco degenera,
E nega o renascer da primavera,
Deixando a sensação dura e sombria,

Invernos que minha alma cultivasse
Mostrando da esperança a rude face
Audaciosamente minto e tento

Vencido caminheiro do passado
O vento noutro tempo desenhado
E o sonho desabando o sentimento...

Marcos Loures

Solidão

Solidão

Chegando a cada instante sem saber
O quanto me cabia no final,
A sorte se mostrara sempre igual
E nela não coubera algum prazer,

O tanto que pudera perceber
O prato dita a fera e tal sinal
Expressa o meu caminho mais venal,
Acentuando o quanto deva ser.

Arcasse com enganos e talvez
Mudasse a sincronia do que vês
Vagando entre as estrelas, mais além.

O constelar segredo diz do quanto,
O mundo noutro fato não garanto
E sei que a solidão deveras vem...

Marcos Loures

Outro caminho

Outro caminho

Por vezes imagino outro caminho
Que possa me trazer algum alento
E mesmo quando fútil pensamento,
Nas tramas mais diversas eu me alinho,

Porém meu sentimento passarinho
Esboça a solidão e em pleno vento,
O quanto imaginasse eu mesmo tento
E bebo em tua boca o raro vinho.

Ocasionando a queda de quem brando
Mostrasse o seu caminho desabando
E vendo o ledo bando sem sentido,

O preço a se pagar não mais comporta
E a vida atravessando a velha porta
Traduz o quanto sei, porém olvido...

Marcos Loures

Mormaço

Mormaço

Opacificas tanto quanto queres
Os sonhos que pensei em azulejo,
E o tanto noutro fato ora prevejo
Banquete desprovido de talheres,

Singrando sem saber o quanto feres
Ou mesmo noutro tom que ora revejo
Palavra mais audaz quando eu almejo
Tramasse a solidão se tu preferes.

Não mais que meros tons, rude matiz,
E o tanto que deveras nunca quis
Arcasse com meus erros, nada além,

E sinto em discrepância cada passo,
E quando na verdade este mormaço
Traduz o quanto amor quer e contém...

Marcos Loures

Ecletismo

Ecletismo

Pudesse ser eclético e talvez
O mundo não seria de tal jeito
O tanto que buscasse e não aceito
Ousando na total insensatez,

O vento na verdade já desfez
O quanto poderia e sem tal pleito
Ao menos no vazio me deleito
E bebo da total estupidez,

Vestindo as mesmas rotas vestimentas
Os dias entre medos mal sustentas
E sabes do que possa relegar

O tanto no vazio que ofereces
E sei que sendo inúteis minhas preces
O tempo noutro tempo naufragar...

Marcos Loures

OCASO

OCASO

Não mais adiantasse ser assim
Refugiando sempre em mesmo ocaso,
A vida se mostrando em mero atraso
E o tempo destroçando o que há em mim,

Apenas desolado este jardim,
E quando na verdade sei que aprazo
O verso mais sentido em mero acaso,
Encontro o quanto busco, e sei do fim.

Não mais que meramente a mente doma
E tanto quanto fosse noutro coma
Um torporoso insano desatino,

O vértice dos sonhos nega o fato,
Mas quando me percebo ora constato
O quanto desejei e não domino.

Marcos Loures

TEMPESTADES.

TEMPESTADES.

Navego entre diversas tempestades
E sei o quanto o porto é necessário
Embora tantas vezes temerário
O tempo em desencanto ora degrades.

E perco meu caminho envolto em grades
Ou tento novamente outro cenário
Que possa transformar o itinerário
Enquanto pouco a pouco desagrades,

Ocasos entre caos e casos, farsas,
Enquanto na verdade mal disfarças
As tramas entremeiam teias teço.

E o vento transformando em verso e luto,
Apenas quando possa mal reluto
E sei do quanto queira e sigo avesso.

Marcos Loures

VERSO E LUZ

VERSO E LUZ

O quanto nos unisse em verso e luz
Pousando no que possa liberdade
Vagando sobre o quanto em paz invade
E o fato em realidade nos conduz,

Vestindo cada sonho onde reluz
A vida sem temer a claridade
E nisto resumir a humanidade,
Num tempo já sem medo, corte e cruz,

Hospitaleira Terra, quanto possa
Viver esta expressão que sendo nossa
Moldasse outro futuro mais suave,

Ausentes os tormentos da injustiça,
A redenção qual sol imenso viça
E nada mais deveras nos entrave...

MARCOS LOURES

O QUANTO HOUVERA

O QUANTO HOUVERA

Mal posso compreender o quanto houvera
Do sonho mais audaz que me permita
A senda que julgasse mais bonita
Agora noutra face mostra a fera,

O medo se aproxima e em tal quimera
A vida noutro engodo se repita,
E nada do que vejo ora reflita
O quanto se perdera em vaga esfera,

A solidão diz quanto inda persisto,
E mesmo até talvez, seja por isto,
Que tanto se quisera e nada resta,

Somente o meu olhar enfastiado
Olhando de soslaio o meu passado,
Imagem traiçoeira e até funesta.

Marcos Loures

CAQUEXIA

CAQUEXIA

O corpo macilento da esperança
Esquálida figura que caquética
Eclode na intenção vaga ou eclética
Enquanto sem sentido tenta e avança.

Pudesse ser talvez esta lembrança
O quanto se resume em vã poética
Nem mesmo se fizera mais profética
E ao nada que virá sei que me lança.

Esgoto minha força a cada engodo,
E sei do quanto possa em pleno lodo
Deixar exausta a sorte que me sangra,

Tentasse uma esperança, feito uma angra,
Navego sem saber sequer se há cais,
E o mundo noutro tom, tu demonstrais...

Marcos Loures

ALGUMA SOMBRA

ALGUMA SOMBRA


Não mais que alguma sombra me acompanha
Durante os tantos dias que busquei
A sorte que pudesse ser a lei
Além do que se perde em vã campanha,

A luta se desdenha em vil montanha
E o passo desenhando a rude grei
Aonde, no final, nada esperei,
Somente o quanto pude em leda entranha,

Agonizando passo pelos erros
Deixando tão somente meus desterros
Enterros do que pude perceber

Num dia mais volúvel, tão volátil,
O sonho se mostrando mais contrátil,
E o canto renegando o amanhecer.

Marcos Loures

PEDAÇOS

PEDAÇOS

Jamais imaginasse novo dia
Enquanto a sorte fosse de tal forma
O mundo que procura e se deforma
Ousando acreditar nesta heresia.

Presumo tão somente esta agonia
E o vento noutro rumo me transforma
Vagando sem saber de qualquer norma
Marcando com furor o dia a dia,

Meu canto se perdendo nas tormentas
E sei do quanto possa e se fomentas
As velhas emoções, já degradadas,

Organizando o passo rumo ao fim,
Coleto cada escória de onde eu vim
Deixando meus pedaços nas estradas...

MARCOS LOURES

O QUE HÁ EM MIM

O QUE HÁ EM MIM

Jamais imaginasse qualquer sorte
Diversa da que trago no meu peito
E quando o sonho dita o que ora aceito,
Apenas o vazio me conforte,

Não quero nem permito o que se aporte
Ousando perceber o velho leito
Alçando o mesmo sonho já desfeito
E nisso a solidão expressa a morte,

Vagasse entre as estrelas pelo menos
Vivendo dias calmos, mais amenos,
E tendo no futuro o meu olhar,

A vida não pudera ser assim
E o quanto representa o que há em mim
Deveras ninguém possa divisar.

Marcos Loures

SEM SENTIDO...

SEM SENTIDO...


Já nada mais pudesse contra quem
Lutasse em desvario, desalento,
E quando mais audaz, deveras tento,
O vento com mais fúria, sempre vem,

E sinto o quanto possa em teu desdém
Viver onde bem cabe este tormento,
Vagando sem saber se o pensamento
No fundo desta estrada me convém,

O fim se aproximando, vou a esmo,
E o todo se mostrando ora ensimesmo
E sigo sem falar, nego a esperança,

Meu verso sem razão e sem motivo,
Ainda quando muito eu sobrevivo
E o passo sem sentido então avança...

Marcos Loures

ACREDITAR?

ACREDITAR?

Já não me bastaria acreditar
Nos mesmos desafetos e rancores
A vida se desnuda e aonde fores
Talvez possa deveras me notar,

A vasta sensação de terra e mar,
Os olhos entre espinhos morrem flores,
E negam quanto possam os albores
Deixando tudo em vão, a divagar.

Arcando com meus erros costumeiros,
Fazendo dos meus versos os canteiros
Que possam compensar a longa espera,

Debruço-me deveras sobre o fato
E assim no dia a dia eu mal constato
O quanto inda pudesse em primavera.

Marcos Loures

Presença

Presença

Trazendo esta presença de quem tanto
Buscara algum alívio após a queda,
A vida noutro rumo se envereda
E bebo desde já seu desencanto,

E mesmo que pudesse e se me espanto
Ousando perceber que esta moeda
Há tanto noutro tempo tudo veda
Riscando do meu sonho cada canto.

Cursando contra as mágoas e temores
Seguindo sem saber por onde fores
Em cores tão grisalhas, sigo a vida,

Labiríntica fúria se desnuda
E a sorte que negasse alguma ajuda
Impede de soslaio uma saída...


Marcos Loures

Presas

Presas

O verso que pudesse transmitir
O quanto ainda me resta ou mesmo pude
Viver sem mais delongas, a atitude,
De um tempo tão diverso sem porvir.

O rastro que permita perseguir
O todo quando leva em passo rude,
Marcando desde sempre a juventude,
Ousando perceber o que sentir.

Não quero outro caminho, nem tampouco,
A vida se resume neste pouco
Que o corte se aproxima sem defesas,

As horas vão passando e nada faço,
Somente rememoro o meu cansaço
E os olhos entre fúrias ditam presas...

Marcos Loures

Cada Momento

Cada Momento

Pudesse desbravar cada momento
Aonde se fizera a vida em vão,
Buscando desde sempre a direção
Que, tolo, vez em quando eu alimento,

E sem saber sequer discernimento
Do que pudesse ter sem ilusão,
Vagando desde o céu chegando ao chão,
Traçando com meu mundo o rompimento,

Já não me caberia perceber
O todo transformado no querer
Vacante sensação que assim se aflora,

O verso mais audaz, já não cabia,
O mundo se perdendo e a poesia,
Há muito, do meu peito, foi embora...

Marcos Loures

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

20/1

Qual rio que se dá em estuários
Diversos; emoções nos traduzissem
E mesmo quando os sonhos impedissem
Os dias não seriam solitários

Encontro com certeza os temerários
Caminhos que talvez nos conduzissem
Aos tantos erros fartos que não vissem
Sequer os passos rudes, duros, vários.

Apresentando a queda após o todo,
Vagando sobre o limo, sobre o lodo,
Apressando o meu passo sem futuro,

O canto consonante, a vida frágil
Enquanto o pensamento bem mais ágil
Estabelece o tanto que procuro.

MEU DIAMANTE

MEU DIAMANTE

Um diamante raro, um sonho intenso,
E o gosto da saudade me matando,
O tempo se perdera desde quando
Olhando para o nada em ti eu penso,

E a cada novo instante me convenço
Do amor que pouco a pouco me tomando,
Expressa a imensidão de um vento brando,
E faz do coração loquaz e imenso.

Se em meio aos vãos cristais eu te encontrei,
O amor que me domina se fez lei,
E o passo se mudara e me garante

O quanto ser feliz. Ah quem me dera,
Se ainda no vigor da primavera,
Pudesse lapidar tal diamante...

MARCOS LOURES

MUTANTES

MUTANTES


“Eu estava louca de paixão por esse homem e, no entanto, agora o detesto: como os homens mudam!”
(Henry Becque)

Amei-te com certeza e muito mais
Do que podia amar. Foi o meu erro...
Pensei que amar assim nunca é demais.
Cravei meu coração num triste aterro!

Tu foste logo embora. Fiquei só.
É bruxa o que restou de uma rainha.
De tudo o que sonhei nem restou pó,
A rua que eu pensei, nunca foi minha...

Ladrilho de esperança? Já gastei...
O bosque solidão foi minha herança.
Quem quis desta donzela virar rei,
Morreu sem conhecer sequer a dança...

Mudaste meu amor, ou mudei eu?
Só sei que hoje te odeio. Amor morreu!

Marcos Loures

AMEI....

AMEI....

Estou pergaminhado, tanta ruga...
O mar que naveguei virou um rio...
A casa que vendi ninguém aluga.
O cobertor usado traz o frio.
Vencido por outonos, já me inverno.
A lágrima rolava? Já secou.
As traças devoraram velho terno,
O barco dos meus sonhos naufragou!
Não ouço mais teus cantos, estou surdo.
As luzes que trouxeste? Vago cego.
Nas guerras que inda enfrento, morro curdo.
Amor que me trouxeste, já renego.
Meu mundo
Num segundo
Vira mundo
Vagabundo...
Afundo o travesseiro
Travessas e viseiras
Trastes velharias
Se gostas de velórios
Passas satisfeita.
Não falo de despeito
Nem medo e tentação
Ação que não se tenta,
Morre sem perdão.
Perdendo já me perco
Perdido me perdi.
Achei um firmamento.
Momento que me firmo.
Afirmo que sou vão,
Verão já nem conheço
Remessa vou avesso,
Me deste o meu norte.
A morte que rodeia
Na veia inoculada.
Na beira da calçada.
A banda já passou!

MARC0S LOURES

O VERDADEIRO AMOR

O VERDADEIRO AMOR

Amor não se cria nem se cobra, se dá
Simplesmente é doação.
Doação absoluta sem querer recompensa,
Amar quem nos ama é obrigação
Obrigar a ação de quem não nos ama
É estupidez, absoluta estupidez;
Se amor cobra pedágio
Ou então reflexo
Não é amor, é egoísmo.
Olho por olho e amor por amor é a mesmíssima coisa
Sem hipocrisia de machado e sândalo
Cavalo dá coice? Tô fora!
Agora não espero perfume
Nem corte
Apenas sorte
Boa ou má. Que se dane!
Amar é conhecer
Ou melhor conheço para amar
E nunca para desamar,
Se não valer a pena, esqueço
Mas sempre vale a pena
Mesmo que apenas uma pena
Vale a pena.
Sem vale quanto pesa
Vale o que se preza
E sempre se preza
Prezada amada
A pressa inimiga
O tempo prossegue
E nada se consegue
Se não for por amor.
Mesmo que não vente
O vento que ventei
Valeu a pena
Esvaziei a alma.
Ela está tão carregada de amor
Que se eu não soltar
Ela me esmaga
O peso do amor é enorme
Por isso não acumule, distribua!

MARCOS LOURES

Simples discurso?

Simples discurso?

Espelhos mostram rugas, e não mentem,
Na pura realidade em que vivemos
As dores e os prazeres que se sentem
Servem-nos, na verdade como remos.
Os medos e os fantasmas se pressentem,
E saiba que, decerto sempre os temos.
A vida vai seguindo o próprio curso,
Mas não faças do amor, simples discurso...

Marcos Loures

Não temas o amor

Não temas o amor


Ame
Que a dor é tão moça
Que amor é tão triste
Que a vida é ilusória
Que o tempo é promessa
De um dia feliz
Mas jamais , não se esqueça do canto.
Que tramando as verdades, sonhando,
Nos trará outros dias de encanto...
E somente vivendo e amando
Nós seremos, quem sabe, felizes...

Ame
Que amor é tão moço
Que a dor é tão triste
Que o tempo é ilusório
Que a vida é promessa
De um dia feliz
Mas tramando as verdades, no canto,
E jamais nao se esqueça sonhando,
E trará outros dias de encanto
Nos, somente, vivendo e amando
Nós seremos, quem sabe, felizes...

Ame
que o tempo é tão moço
que a vida é tão triste
que a dor é ilusória
que amor é promessa
de um tempo feliz...
nos trará, nao se esqueça do canto
e somente as verdades sonhando
mas tramando outros dias de encanto
nos, somente, se esqueça sonhando...
nós seremos, quem sabe, felizes...

ame
que a vida é tão moça
que o tempo é tão triste
que amor é ilusório
que a dor é promessa
de um tempo feliz.


Marcos Loures

AME!

AME!

Cultive em teu jardim as belas rosas
Embora tantas vezes seus espinhos
Já possam te ferir. Maravilhosas
Perfumam teu canteiro e teus caminhos,
Divinas mas tão frágeis, belicosas.
O amor também perfuma com carinhos,
Ferindo apaixonado jardineiro,
Seduz com delicado e doce cheiro...

Marcos Loures

Sin miedo

Sin miedo

Vivir para vivir sin secretos,
Por supuesto, libres, sin cadenas.
La vida pasa sin temores
No mundos o momentos infelices
No tenga deseos necios ni vacíos,
No tenga una pasión que sea ingrata
Siempre deje que tus sentidos hablan,
La vida se vuelve tan sensible.
Hacer de tu meta la canción libre,
Del amor sin cobranzas, la libertad,
La vida sería tan completa,
En el amor sin cualquier ansiedad.
Tomando cada día, un nuevo sol,
Sin temor a lo que viene después.

Marcos Loures

Verdadera amiga

Verdadera amiga


En la oscuridad de esta vida que se carga,
Dolor en el pecho, sin disfraz alguno.
Tanto como la maldición, no se olvide:
El amor que ofrece otra cara.
La vida te promete un mil delicias
Y dolores tan terrible que destruyen
No temas la soledad o la enfermedad
Tienes alas escondidas, por lo vuelan...
Observe que ese amor es importante
El amor a ti, no dejes que esto vaya.
Si quieres ser feliz en la vida
Observe que es siempre en el amor.
Eres fuerte, eres hermosa. Aprender esta fuerza
Lo que siempre traen esperanza;
Ahora, mi amiga, paciencia,
Quién sabe, la persecución, rápidamente llega.
Y dejar que este sentimiento te lleve
Las manos del amor son sabias y sensibles.
Tu alma transparente brilla
En el fulgor, ¡el nuevo día!

Marcos Loures

Real friend

Real friend


In the darkness of this life that you carry,
Painful chest, without camouflage.
As much as curse, do not forget:
Love offering another face.
The life promises you one thousand pleasures
And so terrible pain that offend.
Do not fear the loneliness or diseases
Do you have wings hidden, so you fly...?
Perceive how much love it is important
Love to you, do not let this go.
If you want to be happier in the life
Note that it is always in love.
You're strong, you are beautiful. Learn of this force
What you always will bring hope;
Now, my friend, patience,
Who knows, chase, and quickly reaches.
And let one love go thee drive,
The hands of love are wise and tender.
Your soul that transparent shines
In the glare, a new day!


Marcos Loures

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Moments

Moments

Speaking of those moments
when I was happy or at least be thought
is like reliving a big lie
lost among so many and various delusions.
In the earlier clear horizons,
little by little the clouds
take over and misty evening announces
the starless night, moonless.
Life is like that,
inevitably brings suffering after so many hopes passengers
invaded by smiles and moments
where we feel we are unbeatable.
Daily work, the word which receives
and of the feelings that grow,
flower born painful loneliness
that inevitably will be taken on an empty bed
and heart full of nostalgia...

Marcos Loures

Las lágrimas

Las lágrimas

La sal llega en llanto en el rostro
Aquel que se convirtió apasionado
El corazón por lo tanto piel expuesta al,
Un sueño lamentablemente abandonado.
Lejos de alguien, pierdo el sabor,
Planeta errático, salvaje,
Un remanente de la ilusión ha derribado,
Dejado en alguna parte del pasado...
Me gustaría llegar a las emociones todavía
Aquella a quien yo amaba en vano,
El mundo cambiaría de repente
La medida de lo dolor antiguo todavía continúa,
Había echado el ojo a un suave resplandor,
Finalmente traer la paz a esto vagabundo...

Marcos Loures

A HISTÓRIA É UM CARRO ALEGRE?

A HISTÓRIA É UM CARRO ALEGRE?

Prelúdios, trinos, cânticos de glória
Exército em luzes reluzentes
Excêntricos caminhos renitentes
Herética expressão, tão merencória

Exímio sonhador, medo e vitória
As ânsias destes antros prepotentes
Por mais que contra a força ainda tentes
Nas mãos dos poderosos ruma a história

Verdade se escondendo atrás do pano
Cenário tosco mostra o desengano
Por onde se traduz da humanidade

O passo que se dá em tosco e escuro
Delírio pelo qual eu me emolduro,
E tranco a realidade que degrade...

MARCOS LOURES

Ciúmes

Ciúmes

Meu amor nos caminhos que tu fores,
Não esqueças jamais de nossas luas.
Das catedrais que fomos, velhas cores;
Das madrugadas bêbadas, nas ruas...

Os castiçais que sempre se acenderam
Nas velas que iluminam nossas noites
Penumbras que jamais nos esqueceram,
As cordas que latejam, vis açoites!

Da sorte que nos nega a fantasia,
Dos cortes que teimamos produzir,
Do parto que fingira essa alegria,
Dos olhos que mentiste sem luzir.

Os pútridos carinhos que me deste.
Nas pétalas murchadas desencanto.
O beijo tão satânico e agreste,
As lágrimas fingidas de teu pranto!

Não deixe que medonhas tempestades
Te levem o que resta deste cais.
Os parvos cantos lúbricas saudades,
As farpas que me deste, Satanás!

Não quero mais profanas juventudes.
Nem bacantes vorazes que me esfreguem.
Negar as tuas podres atitudes
Fugir de tuas mãos antes que peguem...

Não saio deste mar nem que me rogues,
Pretendo tais marés que sempre matam...
Nas ondas que produzem que te afogues,
De teus ciúmes loucos já se fartam!

Pélagos abissais e calabares
Jamais iriam ter tal paciência
Nem santos que profanas nos altares
Nem deuses pediriam por clemência!

Expulsas venenosa companheira,
A sorte que jamais, karma, deixaste.
A dor que me legaste, verdadeira.
Os meus destinos, víbora, mataste...

Não me restam sequer palavras mansas.
A mansidão sugaste num tormento.
Fugir para bem longe de tais lanças
Que rogas contra mim, cada momento!

A vida me negou a doce espera,
O tempo foi cruel, nem pestaneja.
Carpindo minhas dores morro fera,
Nos cânticos de paz, minha peleja!

Rugidos dos felinos assassinos,
Nos uivos de tais lobos na floresta,
Ouvindo na distância, dobram sinos,
A parte purulenta é que me resta!

Das pústulas que herdei, postulo paz,
Nas crápulas manhãs que me restaram.
Um canto certamente se desfaz,
As páginas felizes se acabaram!

Não posso prosseguir a tal viagem...
Não tenho forças perco leme e rumo.
A praga que rogaste minha imagem.
Não tenho nem sequer, eu me acostumo...

Vencido pelas mágoas, vou cansado.
Nem sei se tenho vida ou me desfaço.
As urzes me deixaram seu recado,
A morte vencerá pelo cansaço!

Rapéis nessas montanhas, sofrimento...
Eu mergulho em total insensatez.
A cada passo novo ferimento,
Jamais posso lembrar nem terei vez...

Plutão já me esperando, me traz sorte.
A boca que entreabro já não canta.
O ponto de partida, rumo norte,
Boneca embalsamada não me encanta!

Vestal fingiste, lúbrica te vi...
Nas transparências, tuas belas formas...
O que não conseguiste trago aqui,
Em porcelanas falsas, já transformas!

Tantas moscas bicheiras na tua alma,
Os bernes que me deixas, vil herança!
Nem o diazepínico me acalma.
Nem mesmo a mansidão da contra dança...

Se tento os barbitúricos, me canso.
Dilapidado fico sem caminho...
O que seria sonho nem alcanço
Mergulho enfim num pântano marinho...

Nas profundezas deste pesadelo,
Encontro com serpentes abismais...
Sorrindo, já me mostram como um selo,
A tua garatuja: Satanás!

MARCOS LOURES

Cena de sangue num bar...

Cena de sangue num bar...


Aquela tarde foi decisiva. Esperara o telefonema de Neuza durante a semana toda, e nada...

Nada de Neuza, nada do amor tantas vezes jurado e sonhado. Chegara a querer Neuza mais que a própria vida.

Vida, que vida? Amores são coisas passageiras, fazem passar o tempo, assim como o tempo faz a gente esquecer.

Esquecer como? As noites, tantas noites, a embriaguez de Neuza, o copo de cerveja esvaziado a cada instante, a vida passada nos braços e nos desesperados pesadelos.

“O amor, quando é demais, ao findar leva a paz”, mas não é somente isso, levou a vida.

O tempo congelado, a vida congelada, o emprego se danara, a esperança também.

Restara somente um sabor, o jiló da vida dera o amargo mote para uma existência sem sentido, sem paz, sem futuro.

Apenas uma coisa restara, a vingança.

Vingaria, de qualquer forma, custasse o que custasse.

A magia da esperança se tornara no desencanto da perda, da pedra incrustada no peito, na alma, no que restasse...

Ao descobrir, tempos depois, que Neuza estava namorando um velho amigo, tudo desabou de vez.

Logo ele, a quem tanto dera apoio, nos momentos mais difíceis, amigo do peito, amigo... O peito, a faca, a vida rodando, girando como se fosse uma roda gigante, no parque sem graça da infância recordada, na destruição do que antes construído com muita dedicação e luta.

A rosa vermelha, a boca vermelha, os bares, o Campari, sem amparo, no doce amaro das noites.

A sinuca passara a ser o ganha pão, as apostas, as perdas e danos da lida transformadas em porres homéricos, em pileques gigantescos, onde Neuza rodava, girava e o sangue...

O gosto da vingança estava na boca, ruminado, único norte, único rumo...

Sabia que Neuza iria ao parque, ao bar, ao mundo, e a esperava.

Num momento, os dois rodando, girando, sentados no bar. Na esquina, no bar, o vermelho da rosa colocada sobre a mesa, na toalha vermelha, as cadeiras vermelhas, a mesa...

No momento final, a faca erguida, veio toda a vida, desde a criança pobre, à chefia do departamento, abandonada, jogada fora...

E, num instante, a face avermelhada pela embriaguez, a desesperança, a gravidez de Neuza denotava a vida que viria, a esperança que não mais lhe pertencia e a faca...

Uma só bastou, a pontaria era boa, o sangue pela boca, o coração aberto...

Aberto o peito, sobraram os gritos apavorados de Neuza, e o medo estampado no rosto do namorado.

Marcos Loures

NOSSO AMOR

NOSSO AMOR

Celebro nosso amor em vinho e festa
Num ato de paixão e de querência
Não quero mais da vida uma inclemência
A mocidade enfim renova e atesta

Que a vida que passei, sendo funesta
Renasce nos teus braços com decência
Jamais quero viver em penitência
O tempo que não sei quanto me resta...

Assim, em meio a beijos e vontades,
Que satisfeitas tramam liberdades
Sem prazo, sem limites, mas constantes.

Amar é caminhar no que bendigo,
No verso que se faz bem mais amigo,
Certeza de prazer na doce amante...

MARCOS LOURES

CELEBRAÇÃO AO AMOR

CELEBRAÇÃO AO AMOR


Velejo por teu corpo
Meu ponto de partida
Meu porto de chegada
O tempo que me resta
Razão de minha vida.
O vento que te trouxe
Tão doce solução
Emana em teu perfume
Perfeita conjunção
Do amor que sempre quis
Do quanto que desejo.
Um mar de amar imenso
Que em oceano fez-se
Tatua uma esperança
No peito de quem sonha.

Marcos Loures

Cego de Amor!

Cego de Amor!

A lua, companheira de jornada,
Pelos versos que faço a minha amada
Que nem lê, nem percebe que a quero,
Apenas imagina que esta lua
Que tanto canto e, sempre que a venero,
Na verdade, venero a luz que é tua.

No teu brilho me espraio toda noite
Toda noite sonhando com pernoite
Ao lado desta lua que não vê
Meus olhos mendigando o teu carinho.
Tantas vezes procuro mas, cadê?
E no final, sempre vou dormir sozinho...

Mas espero que a lua te convença
A dar-me, no final, a recompensa,
De poder despertar ao lado teu,
Todo envolvido pelo teu luar,
Meu medo é que vivendo neste breu,
A claridade enfim, possa cegar!

Marcos Loures

Cego Amor

Cego Amor

Meus olhos são tomados pelo belo
Ao verem teus olhares minha amada,
Em campos que pretendo, disfarçada
Mostrando-me destino por quem velo.

Diviso com teus olhos envolventes
O siso vou perdendo num instante
Não quero dos amores ir distante
Apenas dos tristonhos e descrentes

Se tenho meu amor em doce esfera
Espero que me mostre bom futuro
Se vago pelos cantos, salto o muro
Enfrento finas garras desta fera.

Estranha solidão não posso crer
Que venha deste amor que já concebo
Os ventos dos olhares que recebo,
Em cego amor prossigo e vou viver!

Marcos Loures

Céu cinzento

Céu cinzento

Céu cinzento traz a chuva
Que como parto me farta.
Falta a sorte que me cubra
Na curva que vejo enfarta
Sou triste? problema meu
Meus olhos empoeirados...
Nesta chuva são lavados
E levados pelo breu
Das almas que não me tocam
E que trocam de patrão
Sigo sendo sem meu não
O não que nunca quis ser
Nos olhos que vou morrer
Morto de tanta tristeza
Meu bem deitado na mesa.
Sobremesa sem jantar.
Altar dos sonhos quem dera...
Quem me queima? essa quimera
Não era que me queria
Querida não se perdoe
O mundo quase que canta
O medo não mais me encanta
E o céu cinzento não chove...

MARCOS LOURES

FRATERNIDADE

FRATERNIDADE

Carregando este amor que fortalece
E traz uma esperança interminável,
Por mais que o solo seja farto, arável,
Uma alma sem destino, em vão fenece;

Fazendo de um soneto, quase prece,
Um mundo que imagino mais amável
Humanidade sendo palatável,
Às normas do Divino, alma obedece

Fraternidade sólida esperança,
A fera mais voraz, o amor amansa
Quem vive esta certeza sabe bem,

Somente esta alegria tem valor,
Um novo amanhecer, a se propor,
Perpassa este horizonte e segue além...

MARCOS LOURES

CAÓTICA?

CAÓTICA?

Deveras mais cristão.
Encontro em Vaticanos
Os olhos mais venais
E nestes vendavais
As vendas são constantes,
Profetizando a dor
Invés da plena paz
E o canto mais mordaz
Alenta esta serpente,
Vilipêndios envoltos
Nos olhos mais revoltos
Da santa inquisição,
Mortalha reproduz
O quanto nega em luz
E vende a mesma cruz
Esquece a liberdade,
E esgota em temporais
Os dias sem futuro
O passo em solo duro
E o templo em funerais.

MARCOS LOURES

CANTO

CANTO

Espalho em cada canto o meu sorriso
Onde espero espelhar felicidade.
A morte quando vem não manda aviso
Por isso é bom viver totalidade

Sabendo que no sonho em que matizo
Encontro teu olhar com liberdade
Um novo mundo; então, esquematizo
Aonde encontre em paz, sinceridade.

Amigos; encontrei por toda parte
Amores esquecidos, vento leva,
Aprendo todo dia uma nova arte

Com quem compartilhando cada passo
Acendo fogaréu matando a treva
Voando em plenitude, ganho espaço...

MARCOS LOURES

Momentos

Momentos

Hablando de esos momentos
en que me sentí feliz,
o al menos pensaba ser,
es como revivir una gran mentira
perdido entre tantas falsas ilusiones.
En los horizontes anteriormente claros,
poco a poco las nubes por la tarde
volverán y nebulosa anuncia la noche
sin estrellas y sin luna.
La vida es así, inevitablemente,
trae sufrimiento después de tantas esperanzas,
invadida por las sonrisas
y los momentos en que sentimos que somos imbatibles.
El trabajo diario, la palabra que recibimos
y los sentimientos que crecen,
florecen solamente la soledad
dolorosa que inevitablemente
nos tendrá en una cama vacía
y el corazón lleno de la nostalgia...

Marcos Loures
19/01

Edênica esperança eu passo a ter
Depois de tantas quedas vida afora,
A lua que deveras nos decora
Traduz o quanto possa no querer.

Versando sobre o quanto tente crer
O verso se aproxima e me apavora
No canto quando o tempo mal decora
A luta se apresenta sem saber.

Não quero e nem pudesse ser diverso
Tentar acreditar noutro universo
Pousando minhas mãos nos teus carinhos,

E vendo os dias frágeis ou até
Buscando desvendar a imensa fé
Tramando dias rudes e mesquinhos.

EU TE QUERO

EU TE QUERO

Eu quero, sou sincero, o teu abraço,
que importa se de ti fiquei cativo?
Quero teus olhos lindos de mormaço,
quero teu beijo quente e abrasivo.
Cantares tantos, tantos eu te faço...
Na balada que preparo, rara amada,
Na cara madrugada tão sonhada.
Sou nada se não tenho teu amor.
Se nada mais que fui, hoje não sou,
Apenas minha amada, rara, amada...

Toadas que entoavas se cantavas
Encantos que distantes ecoavas
Com tantas melodias; naves, dias.
Voando nos teus aços, braços, laços...
Cansaços esquecidos, idos, ledos.


Cantares e saberes, tantos mares
Amares e marés que nunca param.
Que mudam e que inundam, levam...
Nas asas mansas anjos, banjos, bandos...
As estrelas velas belas acesas

Te quero e sou sincero no querer
Balada que te fiz
Amada fada
Fazer feliz...


Marcos Loures

TOM MAIOR

TOM MAIOR


Canto de liberdade em tom maior
Com toda esta alegria de viver.
Mostrando cada vez mais união
Num gesto de firmeza em tal prazer
Que sempre nos faz ver uma esperança
Na mansa e verdadeira sintonia,
Do dia que virá sem mais espanto,
Do canto mais possante em nossa voz.
Dos nós que nos ataram, solidários,
Dos vários sentimentos mais felizes,
Matizes mais diversas deste céu
Que em mel se fez brilhante em azulejo.
No desejo mais possante e mais capaz
Do nosso sonho audaz de puro encanto,
Do canto em liberdade, amor maior...


MARCOS LOURES

AO FIM DA TARDE

AO FIM DA TARDE


Cantiga de esperança ao fim da tarde,
Veredas que vislumbro no horizonte,
O fogo da paixão deveras arde
E bebo esta alegria em clara fonte...

A vida se passou sem dar alarde,
A luz que se escondia atrás do monte
Por mais que muitas vezes se retarde,
Mesmo que em brilho efêmero desponte

Promete um doce alento ao caminhante.
E ao ver o encantamento num instante
Tomando todo o céu, esplendoroso,

Além de um relampejo tão somente,
Iridescente e terno, permanente,
O olhar torna meu dia fabuloso!

MARCOS LOURES

CANTEIROS

CANTEIROS

Canteiro onde cultivo as minhas flores,
Lembrando de Cecília: framboesas,
Embrulho nos meus sonhos tais belezas
Seguindo, meu amor, por onde fores.

Os véus das esperanças, multicores,
São frágeis, mas denotam fortalezas,
Nos versos que tu crias; as grandezas
Que impedem o surgir de velhas dores.

Fazendo do dueto, a comunhão,
Florindo de alegrias o sertão,
Servindo como ponte à fantasia.

Nos olhos delicados, mãos serenas,
Futuro mais airoso; cedo acenas,
Regando os meus jardins com poesia...

MARCOS LOURES

AMOR SEM FIM

AMOR SEM FIM

Amor sem fim adentra o pensamento
Em galopante insânia, qual corcel,
Voando em liberdade, bebo o mel
Atrelo meu galope num momento,

E trago sem pudores, sentimento
Retiro, lentamente, roupa e véu,
Sagazes sensações, nosso dossel
Espalha fantasia, roça o vento.

As garras penetrantes da pantera,
Os lábios delicados da mulher,
Em prazerosa entrega, contradança,

Nas sutilezas rara primavera,
Topando qualquer coisa que vier,
Invadindo as defesas, tesa lança...

MARCOS LOURES

O DIA NASCERÁ

O DIA NASCERÁ

Capela e Arcos
Botequim e tremoços, língua defumada...
Cerveja e amigos, noites afora...
As lembranças e os não sei.
As mentiras e as conquistas.
Vitórias e derrotas se misturam.
Verdades são jogadas ao vento.
Um pobre mendigo e um coração de boi,
Manjubinhas e sardinhas fritas.
Rosas e estrelas, noites e coiotes...
Motes e medalhas, mortalhas e meretrizes...
Botequim, Lapa, Rio, esquinas...
A música ao longe e tão perto.
O futuro incerto, o medo da noite.
O açoite e o pernoite.
Hotéis de terceira categoria.
Se ria mas não seria séria se não fosse.
Ofuscada noite, o Fusca e a moça.
A blusa aberta, os seios caídos.
Os ouvidos abertos, as balas e os carros.
Confusas noites, pernas e sexos...
O sol nascerá....

MARCOS LOURES

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

EL PODER DE LA AMISTAD

EL PODER DE LA AMISTAD

Y, sin recoger, la vida, los supremos bienes
Y sin recoger el vino de la amistad,
Sueños aplastados que teníamos,
En los albores de nuestra juventud...
Mostrando mí amiga los varios abrojos
Espinos y torturas, las cruces difíciles.
Llevo mi vida en muchas cargas,
Caminos tan dolorosos, brezos diversos...
Pero yo siento que tal vez hay esperanza
Después de esta curva cerrada,
Dejando un recuerdo a la superficie
De todas estas horas muertas del pasado...
Sin embargo, de esta existencia singular,
Los caminos vanes, plantando las flores,
En la actividad incansable de la poesía.
Y yo puedo ver en los versos, que son muchos,
Ir diluyendo las numerosas decepciones
De la vida que sólo prueba apuros...

Marcos Loures y Marcos Coutinho Loures

ETERNA COMPANHEIRA

ETERNA COMPANHEIRA

Eterna companheira, uma saudade
Há tempos não me larga; pois fiel,
Destila toda noite amargo fel,
E às vezes traz doçura e claridade...

Um dia conheci felicidade,
O amor ao descobrir seu alvo véu
Mostrando a sua face mais cruel,
Matando o que restou: tranqüilidade...

Agora a nostalgia me escraviza,
A Dor velha parceira, anda comigo,
Nem mesmo uma esperança suaviza

O quanto trago em mim, tanta amargura,
Porém se na saudade tenho abrigo,
Cada lembrança é um toque de ternura...

MARCOS LOURES

SEM VOCÊ

SEM VOCÊ

Viver sem ter comigo esta presença
Que tanto me apascenta é estar vazio,
A solidão imagem vã e imensa,
Tiritando meus ossos... tanto frio.

Aonde encontrarei felicidade?
Inútil caminhar sem ter alguém
Que possa me trazer a claridade
Que apenas o amor vivo contém.

Arrisco alguma frase, mudo o tema,
O pensamento voa; chega a ti,
Se contra a correnteza, a vida rema,
O que mais deseja, enfim, perdi.,..

Restando este silêncio interminável,
E um mundo sem prazer, abominável...


ML

TANTAS SAUDADES

TANTAS SAUDADES

Silêncio precedendo os pensamentos
Que ao longe se perderam em vão
Nada me resta neste anil momento
Que as mil lembranças de meu coração

Oh porque tanto me corrói a dor
Que não me restam senão os tormentos
De ter de carregar este ardor
Que me explode a alma sem firmamento

Onde procurarei razão perdida
Se carregaste meu ser na despedida
Como colherei das frutas maduras

Se os botões não vingaram na luta
Como viverei sem sua presença
Se você segue em minha tida ausência

ML