Não vejo outra saída senão esta
De ter em minhas mãos o bem que anseio
E sinto assim mais túrgido o meu seio
E a sensação de amor delírio e festa
À qual em devaneio a alma se empresta
Deixando para trás qualquer receio,
Despudoradamente o sonho veio
E adentra sem perguntas cada fresta
Imenso mar aonde me naufrago
E bebo da esperança cada trago
Até que me inebrie totalmente
E assim, insidiosa maravilha
Na qual a fantasia teima e brilha
Tramando este prazer que uma alma sente.
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