Pastoreando os sonhos, velho bardo
Ainda se imagina quase um dono
E quando a fantasia eu abandono
Encontro no caminho espinho e cardo,
O passo mais audaz; mansa, eu retardo
Desta situação enfim me adono
E mesmo que pudesse em tanto sono
O amor seria inútil, vão, bastardo.
Escute a realidade meu amigo,
O homem que tanto quero e que persigo
Não traz a virulência do passado,
Renova-se deveras todo dia,
Enquanto me protege propicia
Delírios de um menino abandonado.
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