Análogo ao prazer de ter comigo
O amor que desejara e nunca vinha
Cansada de viver sempre sozinha
Exposta a qualquer forma de perigo,
Se embalde muitas vezes eu prossigo,
Bebendo a solidão em torpe vinha
A sorte noutro canto já se alinha
Algemado futuro que persigo,
Ao estender o olhar neste horizonte
Não vendo sequer sol que inda desponte
Desapontada eu busco outra paragem
Porém a mesma cena se repete
O amor já com certeza não compete
A quem se fez em frágil, torpe aragem.
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