segunda-feira, 1 de março de 2010

noites frias

Em hóstias e mortalhas, noites frias
Momentos de completa insensatez,
Audaciosamente o que tu vês
Diverso deste encanto que querias

A fêmea se entregando às fantasias
Agora com firmeza se desfez
E o gozo que ora exijo sem talvez
Na ausência de carinhos desdizias.

Já não suporto mais as noites brancas,
Sanguíneas emoções, vulgares, francas
Reclamo os meus direitos de mulher

Que tanto se entregou e nunca teve,
E agora mesmo tarde, fria e breve
Satisfação superna exige e quer.

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