segunda-feira, 1 de março de 2010

Um frêmito

Um frêmito tomando o corpo inteiro
Convulsas emoções em gozos feitas
Deixando para trás tantas desfeitas
A fonte transcorrendo num ribeiro

E louca de vontades, sinto o cheiro
Das flores quando em mim, forte, deleitas
E quando as minhas ânsias são aceitas
Percebo um gozo pleno e verdadeiro...

Quem dera se isto fosse realidade,
Somente a solidão que ainda invade
Deixando este meu quarto tão escuro,

Distante de algum toque masculino,
Sozinha; eu me masturbo, me alucino
Ausente deste amor que em vão, procuro.

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