Um frêmito tomando o corpo inteiro
Convulsas emoções em gozos feitas
Deixando para trás tantas desfeitas
A fonte transcorrendo num ribeiro
E louca de vontades, sinto o cheiro
Das flores quando em mim, forte, deleitas
E quando as minhas ânsias são aceitas
Percebo um gozo pleno e verdadeiro...
Quem dera se isto fosse realidade,
Somente a solidão que ainda invade
Deixando este meu quarto tão escuro,
Distante de algum toque masculino,
Sozinha; eu me masturbo, me alucino
Ausente deste amor que em vão, procuro.
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