Não posso ver somente este perjuro
No qual emaranhada a minha vida
Tecendo a desventura, a decaída
Imagem pela qual vivo e perduro.
Não sendo o que deveras mais procuro
O peso de uma etérea despedida
Fechando qualquer porta, uma saída
Esconde o chão que um dia se fez duro.
E toda esta aridez traduz o nada
Colhido em terra sempre mal lavrada
Cuidada com desprezo e sem o zelo
Que é sempre necessário; a jardineira
Vestindo esta mortalha corriqueira
Matando o nosso amor. Aonde vê-lo?
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