Sedenta; não consigo saciar-me
Nas ânsias de um momento mais audaz,
E quando a realidade já desfaz
O tempo se mostrando em vão alarme
E o gosto do vazio me desarme
Deixando qualquer sonho para trás
Mergulho nesta insânia que, mordaz
Traduz o nada ter; etéreo carme.
Enquanto este poema não traduz
O quanto desejara em farta luz
A moça se desnuda em verso triste,
E assim ao perceber que não virá
O encanto que desejo, desde já
O coração calado não insiste.
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