Revolto mar trazendo esta procela
Que tantas vezes diz a minha vida,
E tendo a minha estrada já perdida
Apenas negação inda revela
O quanto este destino louco sela
A sórdida emoção de quem duvida
Da porta que se cerra sem saída
Vagando em cada beco, outra viela.
A casa dos meus sonhos, meu jardim,
O mundo desabou dentro de mim
E o rosto que este espelho ora traduz
Da moça envelhecida pelo engodo
Recende ao pantanoso e torpe lodo
Sem ter sequer lembranças de uma luz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário