Um velho passageiro da agonia
Meu coração naufraga em mar revolto
E quando se mostrara outrora solto
O medo de viver já traduzia,
E assim entre não ter o tanto quero
Pensando no futuro a moça bebe
O gosto tão amargo desta sebe
E teme este desejo mais sincero.
Correndo contra o tempo amadurece
E sabe que não tem onde correr,
O quanto é necessário o se perder
E nele como fosse reza ou prece
Viver o Paraíso nesta vida
Abrindo desde já sua guarida.
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