Há dias em que a gente se percebe
Distante da verdade e quase sonha,
Numa avidez que chega a ser bisonha
Percorre num momento nova sebe
E enquanto esta beleza se concebe
Mergulha na esperança mais risonha
E dela contumaz luz se componha
E rara fantasia nos embebe,
Num copo de cerveja, dança e festa
Menina do passado volta e empresta
As suas alegrias a quem tanto
A vida maltratara e quando agora
Madura realidade me decora
Qual fora esta princesa – morta – canto.
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