Velando por mim mesma e nada mais
Estampando nos olhos o vazio
E quanto mais audaz eu desafio
Os dias entre ventos, temporais
Demonstro a solidão em tons banais
E um novo amanhecer eu fantasio
Voltando a porejar como em rocio
Desejos tão comuns e magistrais.
Mas sei quanto ilusória é minha vida
Ao mesmo tempo a luz traz a despedida
E dela a expectativa tão cruel
Insone muitas vezes eu procuro
Tateio e nada tendo neste escuro,
Aonde se escondera o meu corcel?
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